sábado, 4 de junho de 2011

O protesto


Rio de Janeiro, seis de Junho de dois mil e seis. O país perdia mais um brasileiro que vivia, trabalhava e pagava suas contas, o Detonautas Roque Clube perdia um dos seus guitarristas. Rodrigo Netto havia sido morto após uma tentativa de assalto. Na época a Copa do Mundo extraia a atenção de todos, eu que nunca gostei muito de futebol me via assistindo aos programas matinais da MTV quando fui pego de surpresa pela notícia.
Não que eu seja um grande fã da banda Detonautas, mas me senti indignado com a situação. Na época eu não tinha o poder de expor meus pensamentos na internet, mas escrevi em um caderno toda a minha revolta e indignação com um texto semelhante ao que escrevi aqui na postagem “Abra os olhos Brasil!”. Já se foram cinco anos desde que Rodrigo faleceu, mas ainda assim postarei aqui o texto sem modificar nenhuma palavra do que escrevi no meu caderno, apenas fiz algumas correções. Vale ressaltar que naquela época o time do Brasil foi disputar a Copa do Mundo já todo convencido e cheio de si. Uma das coisas que mais me revoltou na época foi a cobertura feita por um canal sensacionalista que chegou a tirar uma foto do Rodrigo morto sentado no banco do carro (Provavelmente minutos após ter sido morto) apenas para tentar arrecadar alguns pontos de audiência. Muitas coisas me revoltaram para valer naquela época e para vocês entenderem melhor, aí vai o texto que escrevi intitulado de:
Protesto
No dia 04/06/2006, Rodrigo Netto, o guitarrista do Detonautas Roque Clube foi morto no Rio de Janeiro vítima de tentativa de assalto. Quatro homens armados dentro de um carro se aproximaram do carro de Rodrigo e anunciaram o assalto. Rodrigo acelerou o carro e os bandidos atiraram. No carro estavam Rodrigo, sua avó e seu irmão. Rodrigo recebeu um tiro no peito e morreu na hora, seu irmão foi atingido, mas não corre risco. Sua avó saiu ilesa. Também uma pedestre foi atingida, mas também está bem. O último show de Rodrigo foi no Festival Porão do Rock. A morte de Rodrigo revoltou vários fãs e outros músicos.
Rodrigo fazia algo do que gostava muito. Ele tocava guitarra assim como eu também toco, (não, ele tocava melhor do que eu). Eu NÃO sou um fã do Detonautas, mas acima de tudo sou um ser humano. Rodrigo não fazia nada de mal, ele apenas fazia o que gostava, mas teve sua vida arrancada injustamente por quatro filhos da puta que não tinham nada de melhor para fazer.
A morte de Rodrigo foi mostrada por apenas alguns canais de TV, isso porque os outros canais se importaram mais em fazer uma cobertura completa da Copa do Mundo. É por isso que o Brasil está cada vez mais ignorante, mais estúpido, nojento, ganancioso, egoísta e desonesto, porque ao invés das pessoas tentarem encontrar a felicidade em sentimentos lindos como o amor e a amizade, elas perdem seu tempo enchendo o ego dos jogadores que se sentem melhores do que os outros para ganhar uma taça nojenta. Particularmente estou rezando para o Brasil perder essa Copa. E tenho certeza de que o Rodrigo Netto está em um lugar merecido. Espero que os Detonautas saibam o que fazer.

My life as Liz

Eu já deveria ter postado algo a respeito dessa série ha alguns meses, mas confesso que andei me esquecendo. Quem conhece a MTV há alguns anos já conhece algumas séries produzidas pela versão gringa dela como Na Real (The Real World), Beavis and Butt-head, Aeon Flux e por aí vai. As séries atuais da emissora não me empolgam tanto e não vejo muito interesse da minha parte por elas. Porém no inicio desse ano me peguei assistindo a série de nove episódios intitulada “My life as Liz”. É uma série bastante interessante que mostra o último ano colegial de uma garota de dezessete anos chamada Liz Lee.
Liz odeia a cidade onde mora e a escola onde estuda, mas nada a irrita mais do que as patricinhas que conquistam o que querem usando seus corpos como chamariz. Ela faz parte de um grupo de Nerds por se sentir mais á vontade entre eles e pinta o cabelo de vermelho porque um dia já foi como as patricinhas que tanto odeia. Ela então se vê tentando fazer com que seu último ano na escola seja o melhor, sempre batendo de frente com Cori Cooper, a "lider" do grupo de patricinhas. Ela se apaixona por Bryson Gilreath, um garoto da sala, mas prefere não se declarar abertamente, sendo apenas a boa amiga.
O que me chamou atenção na série foi a simplicidade que ela possui e seu roteiro que apesar de ser um pouco batido acaba sendo original. Liz a protagonista é uma boa personagem, sarcástica, independente e bem humorada ás vezes. Eu simplesmente adoro as coisas que ela diz quando bate de frente com Cori, a patricinha burra que tem mais seios do que cérebro. Em alguns momentos eu acabei vendo na Liz um pouco do que eu fui quando tinha a idade dela. Como por exemplo, quando ela diz “- Eu vou vomitar!”, é uma maneira de dizer que aquela determinada situação está aborrecendo e enojando e não que você vai literalmente vomitar, também vi um pouco de mim na vontade dela em fazer as pessoas perceberem que imagem não é nada, o seu interior é que realmente importa. Essas duas coisas, além do sarcásmo me fizeram me lembrar do tempo em que eu tinha meus dezesseis, dezessete anos. Afinal de que adianta ser belo por fora e podre por dentro?
Minha única bronca sobre a série, é que ela foi muito curta e corrida, poderiam ter explorado mais coisas. Sei que lá nos Estados Unidos ela está em sua segunda temporada, por isso espero que a MTV daqui a passe algum dia e espero que ela mantenha o jeito com o qual conseguiu despertar a minha atenção. Sei que a série não é um sucesso avassalador, mas ainda assim eu a recomendo.

Mega man X

Vou falar agora de outra série com um X no nome, porém dessa vez é de uma série de jogos de vídeo game conhecida como Mega man X. A franquia de jogos da série Mega man já é bastante conhecida pelos jogadores e seus famigerados também. Mas a minha série favorita é a série X. A história de Mega man é bastante semelhante a de Astro Boy, personagem de Osamu Tezuka, um robô que foi que possui sentimentos e luta contra a horda maligna de robôs que é liderada pelo mesmo doutor que o criou.
Porém o Mega man clássico que foi criado em 1987, recebeu sua primeira “evolução” no inicio dos anos 90 com a série X. Uma história melhor elaborada e digamos voltada para o público jovem que se passa cem anos a frente da série clássica. Nela Mega man X tem a missão de deter Sigma, um terrível vilão que planeja destruir toda humanidade. Para auxiliar sua caminhada, Mega man X deve encontrar peças que lhe proporcionam melhorias em suas partes robóticas como Corações que aumentam a capacidade total de sua energia, os Energy Tanks que armazenam energia para momentos críticos e partes de Armadura que aumentam suas habilidades. Isso sem contar as habilidades dos inimigos que Mega man adquire após derrotar algum mestre de fase.
A série X teve oito capítulos, (pelo menos que eu saiba) e a cada nova aventura, Mega man encontrava uma nova armadura e novas habilidades para combater Sigma e seus aliados. Mega man conta com a ajuda de Zero, um personagem com passado misterioso. O primeiro jogo da série que joguei foi o Mega man X3 para Playstation. Na época um amigo havia pegado o console emprestado e alguns jogos, o que mais jogamos foi o do Mega man. De cara eu pirei com a abertura do jogo toda em animação com a música japonesa.
O jogo era bem difícil (característica de todo jogo da série Mega man X, principalmente para principiantes), não chegamos a passar nenhuma fase de início, mas nem por isso deixamos de gostar do jogo. Desde aquela época eu gostei do personagem Zero e comecei a procurar mais a respeito da série. Então um outro amigo meu que tinha o Super Nintendo e sempre chamava a galera para jogar, comprou o cartucho do Mega man X2. Todos nós quebramos a cabeça para desvendar os segredos do jogo, mas após um tempo ás coisas iam ficando mais fáceis. Após apanhar um bocado em algumas fases, nós pegávamos a manha do jogo. O final é bem decepcionante, mas ainda assim valia a pena jogar.
Depois disso, meu irmão comprou o nosso Super Nintendo e compramos o cartucho de Mega man X. Pouco tempo depois o mesmo amigo do Mega man X2, comprou um Sega Saturno e o jogo Mega man X4. Mais um grande jogo que exigiu muita paciência de nós três (meu irmão, nosso amigo e eu), pois o Sega Saturno do nosso amigo não possuía Memory Card e sempre perdia os dados de jogo quando desligávamos o console. Jogávamos praticamente de quatro a oito horas por dia (como era boa a vida de estudante) na tentativa de ver o final do jogo com os dois personagens (Zero se tornou completamente jogável a partir desse jogo). Depois disso nosso amigo comprou o Mega man X3 e finalmente tivemos a oportunidade de debulhar o jogo, afinal já não éramos mais simples principiantes da série.
Então foi a vez de jogar Mega man X6, dessa vez em um Playstation de um outro amigo que me emprestava o console nos fins de semana enquanto ele viajava. Esse foi o primeiro jogo do Mega man X que joguei completamente sozinho. Não sei explicar o porque, mas gosto desse jogo em especial porque ele parece ter mais elementos, são duas armaduras secretas, Blade e Shadow, você já começa com a armadura Falcon conquistada em Mega man X5 (que naquela época eu ainda não tinha jogado) e você tinha que resgatar todos os Reploids para conseguir habilidades extras. Você não podia perder ou matar nenhum Reploid. Isso sem contar a abertura que apesar de ser com desenhos aproveitados de Mega man X5 e em animações paradas, possuía a música “Moon light” de Showtaro Morikubo e trecho de “The Answer” do mesmo artista. Aquele foi o meu primeiro contato com o J-Rock.
Depois de algum tempo, quando comprei meu Playstation 2, comprei de cara o Mega man Collection que possui todos os jogos da série até Mega man X6 e também o Mega man X8. Em Mega man X8, há uma enorme evolução gráfica e o próprio universo da série ganhou uma revigorada. Confesso que a princípio eu estranhei um pouco o jogo, mas todos os elementos clássicos estão lá, com a inclusão do personagem Axl. De todos os jogos do Mega man X, o único que ainda não joguei foi o Mega man X7, mas espero poder jogá-lo algum dia. Sei que essa postagem ficou um pouco longa, mas Mega man X merece por ser um jogo que marca muito a minha memória e a minha trajetória de jogador de vídeo game. Recomendo essa série mesmo possuindo alguns jogos já antigos e outros recentes.

Samurai X

No Japão, durante a era Meiji, um espadachim lutava a serviço do governo. Ele era imbatível e impetuoso, sendo conhecido como Battousai o retalhador. Porém Battousai se arrependeu de seus atos e resolveu seguir com sua vida se tornando um andarilho que porta agora uma curiosa espada com lâmina ao contrário, feita não para matar, mas para ferir os adversários. Ele também deixou para trás o titulo de Battousai, se tornando apenas Kenshin Himura.
Seguindo seu caminho de andarilho, Kenshin acaba conhecendo Kaoru Kamiya, professora de um dojo antigo onde mora com seu avô e mais duas garotinhas, na província de Chiba. Kenshin então se torna mais um hospede do dojo e amigo de Kaoru. Ao grupo se juntam ainda Yahiko Myoujin e Sanosuke Sagara.
Porém outros espadachins e a cicatriz de X no rosto de Kenchin o impedem de se esquecer de seu passado sangrento e de viver uma vida pacifica longe das batalhas. Conhecedor do Estilo Hiten Mitsurugi, Kenshin se vê tendo que empunhar sua espada novamente em grandes batalhas sempre motivado por fortes motivos.
Eu confesso que não assisti a todo o anime, mas pessoalmente eu acho que a melhor fase é a saga na qual Kenshin enfrenta Makoto Shishio. Conheci a série em 1999 quando a Globo começou a exibi-la, porém a emissora mostrou um grandioso descaso ao mutilar impetuosamente a série e passa-la quando bem entendia. Os espectadores acabavam sem entender muito alguns acontecimentos e graças a revista Henshin eu sabia dos acontecimentos que eram cortados pela Globo.
Hoje meu irmão tem toda a série em DVD, mas confesso que após a saga do Shishio eu não me interessei muito em acompanhar. Os Fillers após a saga Shogo Amakusa parecem ser bem fracos para o Naipe da série em si. Vale ressaltar que na época em que eu assistia a série pela Globo, eu estava começando a criar meus próprios personagens e Samurai X ajudou muito a me trazer inspiração não pela história em si, mas pela criatividade.
O título original do anime é Rurouni Kenshin (algo como Kenshin, o vagabundo) e o mangá foi lançado aqui no Brasil pela editora JBC. Com certeza o mangá mostra acontecimentos diferentes do anime. Eu não cheguei a ler nenhum volume, mas uma vez um amigo meu comentou que um outro amigo dele que já tinha lido ao mangá o disse que no mangá Kenshin tem que lutar e derrotar vários inimigos para quebrar a maldição ligada a cicatriz em X de seu rosto que constantemente sangra por ser uma ferida aberta. Não sei se isso é pura cascata (Essa história me lembra a um outro espadachim, mas o da história intitulada como Vagabond), mas se algum dia eu tiver a oportunidade, gostaria de tirar a prova. Mas mesmo assim Samurai X é um anime altamente recomendado.