Pessoal é o seguinte, a Book Tour de "Coração Paterno" já está quase se encerrando. Logo a ultima participante fará sua resenha. Para quem ainda não viu, clique aqui e pegue o link direto para os blogs participantes. Aproveitem para comentar.
"Coração Paterno" está aí. Só não leu ou adquiriu quem não quis.
terça-feira, 12 de junho de 2012
A droga da obediência
Estranhos desaparecimentos de jovens das melhores escolas de São Paulo intrigam o grupo de amigos do colégio Elite, principalmente com o sumiço do primeiro aluno do colégio. Os Karas então decidem investigar o caso antes que outros alunos também desapareçam. Juntos cada membro usa sua melhor habilidade para solucionar esse mistério, mas as investigações acabam não apenas fazendo os cinco amigos descobrirem um objetivo um tanto macabro como também os envolve de maneira extremamente perigosa na trama. Será que os Karas irão conseguir impedir o louco objetivo do Doutor Q.I? Será que a Droga da obediência tomará conta não apenas dos jovens, mas também da humanidade? Leia o primeiro livro da série de aventura dos Karas e descubra por si mesmo(a).
Bem vamos direto para o assunto. Esse é um grande livro. Ao lê-lo, me relembrei de outro grupo de amigos que viviam aventuras imprevisíveis. Ao invés de serem os Karas, era a sociedade secreta SS6. Trata-se da série de livros da autoria de Irani de Castro, a série “Os Seis”. Mas algo que gostei bastante de “A droga da Obediência” foi o fato de cada membro dos Karas ter uma habilidade especial, sendo todas bem exploradas no decorrer de toda trama. O tema central também foi bem construído e elaborado ao pegar carona em um drama real que aflige milhares de vidas.
A droga da obediência não existe na realidade, mas as drogas reais são capazes de realizar um estrago tão grande quanto. Levam embora a vontade de viver e de progredir de várias pessoas de idades diversas. Quando criança, eu pessoalmente sentia pena das pessoas que precisavam recorrer às drogas para encontrar um sentido na vida. Antigamente muitos usuários tinham motivos desoladores para embarcar nesse mundo esdrúxulo sem saída (mesmo não existindo motivo que justifique esse erro letal), mas hoje em dia ser usuário se tornou algo banal. Os usuários de hoje em dia se sentem os donos do mundo se sentindo no direito de atormentar a vida de pessoas que tentam viver de maneira correta.
Minha opinião sobre o uso de drogas pode até ser enérgica, mas acredito que não existem motivos para usa-las, seja o usuário uma pessoa boa ou má. Drogas não estimulam ninguém a nada, não proporcionam a resolução dos problemas e não ajuda ninguém a progredir como ser humano. Pelo contrário, somente arrastam as pessoas para o regresso as tornando umas amebas sem vontade, sem objetivos, sem opiniões. Por que ao invés de se prejudicarem com algo tão destrutivo, os usuários não vão procurar algo produtivo para fazer? Talvez seja mais cômodo para eles ficar parados em um ponto qualquer rindo feito “cabritos”, escutando Funk e arruinando a vida de outras milhares de pessoas. Egoísmo puro e retrógrado.
Voltando a falar do livro, Pedro Bandeira conseguiu tratar do assunto de maneira que não o deixasse nem muito florido, nem muito piegas. Um assunto sério que deve ser levado a sério e que muitas vezes é retratado de maneira maçante, como no livro “O estudante”. Mesmo sendo um livro que descreve uma situação real, “O estudante” não traz o mesmo prazer que “A droga da obediência”. O suspense é mantido do início ao fim. Assim como no mundo real, alguns policiais contribuem para o mal. A inteligência e astucia dos personagens nos carrega por todas as páginas do livro.
Quando tudo se desenrola e o livro chega a suas últimas páginas, eu pessoalmente esperava que a verdadeira identidade do Doutor Q.I fosse mantida em segredo para que ele pudesse retornar em outro livro das aventuras dos Karas (pensei até que poderia acontecer igual ao jogo Metroid em que é revelado somente no fim do jogo a identidade da pessoa que traja a armadura, sendo revelado que na verdade é uma mulher), mas o Doutor Q.I é desmascarado ali mesmo. Era um personagem do qual eu nem mesmo desconfiei. Só não revelo para não estragar as surpresas.
A única coisa que fiquei um pouco na dúvida é por quem a Magri é apaixonada, Miguel ou Crânio? Eu pessoalmente gostaria de vê-la junto do Crânio já que durante toda história os dois desenvolveram um certo romance. Verei nos próximos livros dos caras.
Não é a toa que Pedro Bandeira é meu autor preferido. O próximo livro dele que eu planejava comprar era o “Primeiro amor de Laurinha” para que pudesse descobrir o que Laurinha havia escrito em “O mistério da fantástica fábrica de livros”, mas já vi que terei que escolher entre ele e “Pântano de Sangue”.
RECOMENDADO!!!
Observação: Também publiquei essa resenha em meu perfil no site Skoob. Na
verdade eu não havia aguentado de vontade de resenha-lo, então postei primeiro
lá.
Deftones
Deftones
é uma banda de rock formada no final dos anos oitenta na cidade de Sacramento. Inicialmente com um som
bastante pesado com influências um pouco grunge e o tempero do Skateboard,
passou a ser mais New Metal com o decorrer dos anos. A banda lançou seu
primeiro álbum intitulado “Adrenaline” em 1995 e de lá pra cá já foram lançados
mais cinco. O mais recente é “Diamond Eyes”, lançado em 2010 pouco após o
acidente envolvendo o baixista Chi
Cheng, um membro influente da banda.
Conheci
o Deftones em 2002 graças ao clipe da música “Back to School”. Desejava poder
causar aquele tipo de fordunço na minha escola. Pouco tempo depois um amigo me
emprestou o cd “White Pony”, o mais recente daquela época. Me lembro de ficar
escutando esse álbum á tarde toda enquanto desenhava em meu caderno. Na época o
que me chamou a atenção nesse álbum foram os arranjos bem feitos das músicas e
os elementos que até então eu pouco escutava em músicas de rock. O encarte do
cd também trazia uma arte bastante clean. Sem nenhuma foto, todo na cor branca
apenas com a silueta de um pônei na parte inferior e as letras das músicas
impressas.
Minha
preferência era pelas músicas mais pesadas como “Elite”, “Street Carp” e “Korea”.
Confesso que não tinha muita paciência para a música que fecha o álbum “Pink
Maggit”. Naquela época outra música que conheci da banda foi “My Own Summer (Shove It)” graças à trilha sonora
do filme Matrix, mas essa pertence ao álbum anterior “Around The Fur”, lançado
em 1997.
Ainda falando em “White Pony”, quando adquiri
internet em casa pude conhecer mais do trabalho do Deftones e uma coisa que não
pude deixar de notar é que alguns sites de informações e até mesmo alguns cd’s
não classificam a faixa “Back To School” como a primeira do álbum. Em minha
opinião, acho essa faixa praticamente perfeita para abrir o disco. Acho um
pouco estranho começar a ouvi-lo a partir da faixa “Feiticeira”. Tudo bem
“Feiticeira” é uma boa faixa também, mas ela se encaixa melhor como segunda
faixa.
Discussões
a parte, por algum motivo meu álbum preferido do Deftones é justamente o “White
Pony”. Os dois primeiros álbuns da banda Também são ótimos, mas gosto mais do
terceiro. Há algum tempo, vendo alguns vídeos da banda no Youtube descobri um
canal que provavelmente foi criado por um fã. Nesse canal foram adicionadas
todas as músicas de todos os álbuns do Deftones até a atualidade. Cada música
possui um clipe próprio que acaba se entrelaçando com os clipes oficiais. Nesse
canal acabei descobrindo também a Demo (Like) Linus, gravada em 1993 pela banda.
Em
alguns clipes se dá para notar que são propagandas, mas outros possuem uma
montagem tão bem feita que mal se dá para diferenciar se são propagandas ou
produções feitas por fãs mesmo. A pessoa responsável por esse canal está de
parabéns pelo trabalho e pela paciência em montar clipe por clipe. Lembrando
que são quase cem músicas presentes em todos os álbuns do Deftones.
O
vocalista Chino Moreno e outros membros da banda costumam fazer várias
participações em álbuns de bandas amigas como o Korn, Soulfly e Limp bizkit. Esse
tipo de parceria é facilmente visto em grupos de New Metal.
Na
verdade não tenho muito para falar do Deftones. Cada álbum possui uma atmosfera
diferente e alguns hits. Por isso para finalizar a postagem emendo uma playlist
de músicas das quais gosto e que estão presentes em meu MP4. Poderia facilmente
fazer mais uma postagem do M. Player, mas irei aproveitar essa postagem mesmo.
01
– “7 Words”
02
– “Bloody Cape”
03
– “Elite”
04
– “Engine Nº 9”
05
– “Feiticeira”
06
– “Korea”
07
– “Lotion”
08
– “Mein”
09
– “Needles and Pins”
08
– “Rapture”
09
– “Rats!Rats!Rats!”
10
– “Rickets”
11
– “Root”
12
– “Sinatra”
13
– “Street Carp”
Abaixo
deixo o vídeo de um show do
Deftones do qual achei muito FODA.
Para quem estiver interessado em ver os clipes que mencionei com todas as músicas da banda, basta clicar aqui.
Especial Dia dos Namorados
Bom, para marcar essa
data com algo especial, postarei uma pequena ficha de alguns casais
pertencentes a obras de minha autoria. Para que todos possam entender melhor
minhas outras obras, vou explicar um pouco do enredo de cada uma.
“Em Busca da Cura” é uma história que se inicia mostrando Lucas,
um rapaz inconsequente e irresponsável que vê sua vida se transformar após
sofrer um acidente e conhecer Jéssica, uma garotinha de sete anos portadora de
Leucemia. À medida que o envolvimento entre o rapaz e a garotinha vai crescendo,
a amizade entre eles acaba trazendo benefícios para ambos.
“Moonshine”
é uma história que conta a trajetória de uma banda de Rock fictícia
formada nos anos 80 em Belo Horizonte – MG e é narrada pelo baixista Kevin. Os
membros da banda se entregam por completo a música sem se deixar iludir por
fama, dinheiro, sexo ou drogas.
“Coração Paterno” vocês já devem conhecer. Se ainda não conhecem
cliquem aqui.
Não posso dizer quando
vocês poderão conhecer mais a fundo essas histórias, mas espero que um dia
possa surgir a oportunidade para isso. Por enquanto fica apenas o aperitivo.
Espero que essa postagem possa superar a postagem do dia dos namorados que fiz
há um ano. É a minha postagem mais vista. Gostaria que vocês pudessem
prestigiar mais o Blog, já que não tem apenas aquela postagem. Chega de falar,
conheçam os personagens com o nome de suas respectivas histórias entre
parênteses.
Denzel e Naíra (Moonshine)
O casal se conheceu
ainda na juventude. Suas histórias se entrelaçam em alguns pontos, o que faz da
união entre eles algo admirável. Denzel e Naíra vivem uma união fiel e
complacente. Dificilmente se desentendem e quando isso acontece, resolvem de
maneira tão sutil que mal parece que aconteceu algum desentendimento. Naíra
abandonou tudo para viver o sonho do namorado e sempre o incentiva no que
planeja. A moça também é mais do que uma simples acompanhante para a banda,
pois ajuda e muito na divulgação do trabalho do Moonshine com seu fanzine “The
Shine Daily”.
Kevin e Selena (Moonshine)
O envolvimento do
casal se iniciou pouco tempo depois da formação da banda. Apesar de se amarem,
o casal vive as turras e se desentendem algumas vezes. Tudo porque Selena não
aceita a vida e o caminho que Kevin escolheu para si. Os dois são praticamente
um o oposto do outro, mas é justamente essa diferença que os torna tão
especiais um para o outro. Enquanto Kevin é muito sonhador, Selena é muito
realista. Enquanto Selena é a peça chave que impede Kevin de se perder, Kevin é
a peça chave que salva Selena de ser uma pessoa rancorosa e solitária.
Lucas e Maiara (Em busca da Cura)
Lucas é inconsequente
e irresponsável. Não se preocupa com o futuro e não valoriza a própria vida. Apesar
de estarem morando juntos há alguns anos e de estar grávida, Maiara está
pensando seriamente em abandonar o namorado caso não tome jeito.
O rapaz sofre um grave
acidente e quase perde a vida, mas é a partir desse momento que sua vida se
modifica. Lucas conhece Jéssica, uma garotinha de sete anos portadora de
Leucemia com muita força de vontade. A amizade de Lucas se torna essencial para
a recuperação da menina e é graças a essa amizade que Maiara esquece sua
decisão de abandonar Lucas. A união desse casal é marcada pela liberdade que
dão um ao outro. Não acham certo serem submissos um ao outro.
Vinicius e Bianca (Em busca da cura)
Os pais da pequena
Jéssica viram sua vida se modificar da água para o vinho com a descoberta da
enfermidade da filha. Bianca é quem passa mais tempo no hospital com a menina.
Vinicius trabalha para conseguir o sustento da família e é quem passa toda
calma e segurança necessária para a esposa. A união do casal é fortalecida pela
fé na cura de Jéssica.
Kaio e Elis (Coração Paterno)
A união de Kaio e Elis
se assemelhava a um conto de fadas. Jovens, apaixonados e cheios de planos para
o futuro que estão se preparando para casar. Porém os planos do casal é
drasticamente interrompido quando Elis avista um bebê sendo abandonado na rua
durante um chuvoso dia. Ao socorrer o bebê, a moça é atropelada e acaba
falecendo. Arrasado com a perda, Kaio decide adotar a criança salva por sua
amada acreditando que esse era seu desejo.
O amor que Kaio sente
por Elis é incondicional e infindável. O rapaz decide não se envolver com
nenhuma outra garota para não “trair” seus sentimentos por Elis. Tamires, sua
prima de consideração é a única mulher que ajuda na criação de Poliana.
domingo, 27 de maio de 2012
Bienal do livro de Minas Especial
O que irei relatar agora é a minha participação na Bienal do Livro de
Minas. Lembrando que não fui lá para fazer cobertura dos acontecimentos, mas
para curtir. Graças a isso, visitei apenas os estandes que mais me interessaram.
Dia dezenove
Bom minha primeira participação na Bienal do Livro aconteceu no dia 19
(Sábado). Logo na chegada encontrei algo que me deixou um pouco triste. Uma
lixeira localizada bem na entrada do Expominas havia sido incendiada e um
guarda estava apagando as chamas com um extintor. Não sei o que ocasionou o
princípio de incêndio, mas poxa gente. Pra quê depredar um local feito para
visitações? Qual a graça nisso?
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| Entrada do Expominas. |
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| Entrada da Bienal. |
O local estava com público mediano. Queria muito ter visto a Thalita
Rebouças, mas cheguei meia hora depois da participação dela se iniciar no
Território Jovem. Além do mais, as senhas eram distribuídas uma hora antes.
Deveria ter chegado mais cedo para vê-la, mas infelizmente dessa vez não deu.
Quem sabe da próxima dê?
A princípio caminhei pelo local para localizar os estandes que me
interessavam com o auxílio da planta da Bienal que imprimi em casa. Na parte
reservada para a Bienal em Quadrinhos, um artista fazia desenhos em um painel.
Mais tarde quando rodei pelo mesmo lugar, estava havendo uma espécie de
palestra com um profissional dos quadrinhos relatando sua experiência
profissional, mas não fiquei muito (estava mesmo apenas de passagem pelo
lugar). A palestra estava ocorrendo no corredor aberto, sem ter uma banca que
delimitasse o espaço entre os estandes. Estava tão cheio que foi difícil
simplesmente passar.
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| Artista montando o mural da Bienal em Quadrinhos. |
Como um bom explorador, logo comecei a consumir. Comprei alguns livros
no estande da Boa Viagem Distribuidora, logo após comprei no estande da Clássica
Distribuidora de livros e ganhei um cupom que dava o direito a uma caricatura
de graça. Caminhando pelo local, conferi um pouco de outras atrações. Um fato
interessante que vale ressaltar foi a consciência ambiental e sustentabilidade dos
estandes. Os livros que eram comprados eram colocados em sacolas de papelão
muito bem feitas.
Também passei no estande da Comix Book Shop e comprei alguns mangás. Não
pude deixar de notar o grande número de títulos em mangás. Há pouco mais de dez
anos atrás não havia tantos títulos assim sendo publicados por aqui. Havia
também uma grande variedade em títulos de HQ’s. A impressão que tive a primeira
vista era que havia muito mais mangás do que HQ’s. Enquanto caminhava para o
caixa cheguei a dizer que os mangás estavam dominando, mas o atendente me
corrigiu no mesmo instante me contando que havia muito mais títulos em HQ’s do
que mangás. Eram em torno de uns duzentos títulos em HQ’s para uns vinte em
mangás (Se bem me recordo do que o rapaz me contou). A impressão de ter mais
mangás era o fato de os HQ’s ocuparem um espaço maior nas prateleiras. O
tamanho de dois mangás equivale a uma HQ aproximadamente.
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| Estande da Comix Book Shop. |
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| Mangás para ninguém colocar defeitos. |
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| Ponto de transição entre os Mangás e as HQ's |
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| Na parte das H'Qs, revistas clássicas já velhas conhecidas por todos. |
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| Ainda na parte das HQ's, títulos baseados em séries de TV e Games. |
Em outra estande havia os Menores Livros do Mundo. Onde livros de
tamanho MUITO pequeno eram vendidos. Também estavam à mostra alguns tipos de
estantes e armários onde podem ser guardados esses “mini” livros. Acreditem,
haviam histórias impressas em tamanho de fonte bastante pequeno nas páginas.
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| Os Menores Livros do Mundo... |
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| E as estantes para guarda-los |
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| Notem como são bem feitas e bem detalhadas. |
O estande destinado aos autores independentes era pequeno em vista das
demais. O entusiasmo desses autores de idades variadas foi o que me chamou
atenção. Apesar de não estar expondo meu livro como eles faziam me identifiquei
simplesmente por conhecer bem os obstáculos enfrentados.
Também havia um estande que eu pessoalmente achei não ter nada haver com
Literatura. No estande pertencente à Rede Globo Minas foi montado um cenário
com uma cadeira de paraquedismo presa ao teto e um fundo de Chroma Key, (aquele
famoso fundo geralmente verde onde é colocado algum efeito). Alguma criança se
sentava na cadeira e uma câmera capturava sua imagem que era jogada para um
telão do outro lado da sala e as pessoas ficavam feito bobas vendo uma imagem
falsa da criança que parecia estar dando um passeio no ar com seu paraquedas.
Ainda por cima havia o simbolinho da Globo no canto inferior direito do telão
como se a emissora estivesse fazendo a “cobertura do salto”.
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| Qual é Globo? O que isso tem haver com Literatura? Tudo isso é apenas para atrair visitantes? Como diria um dos colunistas do Yahoo. Pode isso Globo? |
Quando o artista responsável em fazer as caricaturas chegou a estande da
Clássica Distribuidora de Livros, rapidamente se juntou um número considerável
de pessoas e logo o lugar ficou MUITO cheio. Demorou um pouco até chegar a
minha vez, mas tive paciência. Foi uma experiência bem legal. O artista
responsável pelas caricaturas mandou muito bem e a cada vez que uma pessoa saia
com sua caricatura em mãos, todos do lado de fora ficavam admirados e contentes
pela pessoa.
Alguns amigos disseram que a minha caricatura não ficou parecida, mas eu
pessoalmente gostei simplesmente pelo fato de ter recebido uma caricatura feita
por outra pessoa. Nunca encontrei alguém que fizesse uma caricatura minha.
Normalmente sou eu quem desenha os outros. Mais tarde naquele mesmo dia descobri
por intermédio da Internet (e do cartão de visitas que pedi ao rapaz), outros
trabalhos do artista. Seu nome é Wiliam Pereira, mas todos o conhecem por
Wiliamp. Caricaturista e ilustrador da revista Rock Brigade brasileira, ele faz
caricaturas de astros do Rock e as entrega para os próprios caricaturados. Para
quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do moço é só acessar: www.wiliampblog.blogspot.com
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| O cartão de visitas que pedi para o Wiliamp. |
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| A caricatura... |
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| E a minha foto para que vocês façam a comparação. Obs: tirei essa foto em casa. |
Após fazer minha caricatura tive
que ir embora porque estava tarde e a minha acompanhante tinha outros
compromissos. Na hora que fui embora, o local parecia estar mais cheio com
filas na entrada e tudo. Meus planos eram voltar no Sábado seguinte e poder ver
de perto o meu autor favorito, Pedro Bandeira. Não queria marcar a mesma
bobeira que marquei e me fez perder a Thalita Rebouças.
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| Fim da minha primeira participação no evento. Hora de ir para a casa. |
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| A entrada. Apesar de estar datada com o dia vinte e sete, fui no dia dezenove. |
Dia vinte e Seis
Ter ido no dia 19 fez bem para que minha ansiedade não me dominasse. E
se eu não tivesse ido naquele Sábado estaria PAL DA VIDA agora por não ter
participado da Bienal desse ano, mesmo tendo feito muito pouco. Também planejei
tirar mais fotos e adquirir outros produtos no dia 26.
Já na sexta-feira dia 25, eu estava todo animado para participar da
Bienal no dia seguinte. Só que bem no iniciozinho da noite uma pancada de chuva
surgiu de forma repentina. Minha mãe ainda me perguntou se a Bienal era coberta
e eu a disse: - Não se preocupe não. Lá é coberto. A estrutura do Expominas é
bem feita e preparada para isso.
Mal sabia eu que estava enganado. Levantei cedo no Sábado, me arrumei
todo e preparei tudo o que iria levar para a Bienal. Ao chegar ao local me
deparei com um carro de bombeiros parado próximo a entrada. Pensei que alguém
estava se sentindo mal ou que aquele número de pessoas era devido a possível
chegada de Pedro Bandeira. Um homem filmava com uma daquelas câmeras
profissionais tanto as pessoas que chegavam (acredito que tenha me filmado e
que algum telejornal deve ter passado as imagens), quanto às pessoas aguardando
na porta.
A coisa parecia ser séria. Descobrir que o prédio havia sido interditado
devido à chuva do dia anterior. Um segurança barrava a entrada e as pessoas não
sabiam direito o que estava ocorrendo. A única coisa que parecia ser certa era
o cancelamento do evento naquele dia. – Mas poxa, logo no dia em que Pedro
Bandeira iria participar? – pensei comigo mesmo.
As pessoas foram ficando inquietas. Uns filmavam ou tiravam fotos com o
Celular. Outros se perguntavam sobre o que ocorreria com o dinheiro investido
tanto nas entradas antecipadas quanto no estacionamento. Outros ainda falavam
ao celular e ameaçavam chamar a imprensa. O que mais me revoltou diante aquela
cena toda foi ver crianças chorando querendo entrar e curtir a Bienal. A
educação do país já sofre descaso por motivos variados e são poucas as crianças
que se interessem por leitura e cultura. É triste ver crianças interessadas em
algo produtivo se frustrar por uma falha dos adultos.
O tumulto não foi tão grande porque as pessoas que estavam ali (pelo
menos até o momento em que eu estava presente) se mantiveram civilizadas. Até
que um representante veio comunicar que as atividades estavam encerradas por
aqueles dias e que toda e qualquer informação seria passada pelo Site oficial
da Bienal. Alguns expositores presentes pediram para adentrar ao local para
retirar seus pertences e eu não vi outra alternativa a não ser desistir. Apesar
da revolta e decepção, tentei levar tudo no bom humor. Encontrei no ponto de
ônibus outras pessoas também achando um absurdo o acontecimento. A saída foi
procurar por outra forma de entretenimento naquele fatídico Sábado.
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| É Pedro, parece que não foi dessa vez que pude te ver de perto. Quem sabe um dia a gente não se topa por aí? |
O estado dificilmente recebe uma feira Literária tão importante quanto a
Bienal do Livro e quando ocorre termina em um papelão desses. Para se ter uma
ideia, enquanto em são Paulo já vai para a vigésima segunda edição do evento,
aqui em Minas esse foi apenas o terceiro. Tá bom era o penúltimo dia de evento,
mas espera aí, foram planejados dez dias de atrações. Muitos irão me chamar de
injusto, mas pensem um pouco. Não foi apenas um fenômeno da Natureza que acabou
com a Bienal. Teve falha humana envolvida no meio. No ano passado ocorreu uma
reforma no teto que não foi concluída e ficou mal feita. O erro maior foi de
quem?
O grande erro foi o fato da pessoa responsável pelo Expominas não ter
feito a revisão adequada antes de ocorrer o evento. Não importa se o problema
ocorreu com a Bienal do livro ou se ocorreria com a Expo cachaça. O importante
seria ter dado importância para o fato, pois nas feiras realizadas no local
circulam pessoas. Ainda bem que não aconteceu nada de grave com ninguém.
Imagine se alguém tivesse se ferido gravemente, quais seriam as consequências?
Depois o governo faz questão de fazer propaganda colocando o Expominas como uma
construção feita para promover a cultura mineira na intenção de inserir o
estado no circuito cultural.
Fiquei sabendo que o problema ocorrido foi nas placas do forro do teto
do Expominas que se soltaram. Alguns expositores passaram aperto no momento do
temporal da Sexta. Outro fato que incomodou ao ser pensado foi o seguinte. Se
fosse um evento medíocre do tipo Copa do Mundo, em que ninguém cresce em nada
(pelo contrário, são os jogadores que ganham e lucram nas costas de seus escravos,
ops, torcedores.), a estrutura do local seria revisada semanalmente, o chão
seria coberto com tapetes vermelhos e os tetos seriam banhados de ouro.
Mas já que a Bienal é um evento que ajuda as pessoas a adquirirem mais
conhecimento, cultura e crescimento intelectual não recebe o merecido respeito.
Na noite de Sábado recebi a confirmação do que já imaginava. A Bienal foi
cancelada e agora é só torcer para ocorrer o evento novamente em 2014. Obs: Ano
em que o Brasil irá sediar a Copa do Mundo.
Apesar do agradecimento exposto na janela inicial do Site da Bienal, me
senti profundamente triste. O próprio site não reporta o acontecimento a fundo.
Fiquei sabendo dos detalhes graças ao MGTV. Mesmo querendo manter toda uma transparência
com a divulgação da imprensa, o próprio site possui algumas falhas ao ocultar
algumas reportagens. Agora que não tem mais remédio e que tudo acabou negativamente
nessa Bienal, pensem um pouco no ocorrido e reflitam. A grande falha que
destruiu os dois últimos dias da Bienal foi de quem?
Outro fato que chateia um pouco é o fato de ver o pouco caso dos
próprios Belo Horizontinos que em grande parte não deram a mínima para o evento.
Tiro essa conclusão graças ao tópico que criei em um grupo do qual pertenço no
Site Skoob. Muitas das respostas pareciam desanimadas e negativas ao meu entusiasmo
com a Bienal do livro. Para finalizar quero deixar claro que apesar de não ter
ido todos os dias na Bienal, gostei muito do dia que fui. Apesar do fiasco
desse fim de semana, ainda acredito no evento e no poder da Literatura que é
desvalorizado em nosso estado e país. Espero que os organizadores não desanimem
e façam acontecer novas edições nos próximos anos.
Sei que é praticamente impossível
um evento qualquer sair completamente perfeito, mas eu sinceramente esperava um
pouco mais de consideração com as pessoas que realmente se importam com a
Literatura (ao contrário aquelas pessoas que dizem gostar de ler, mas que
dão valor apenas às obras estrangeiras.).
Bom, desabafo feito, vamos seguir em frente.
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| Imagem deixada no Site oficial da Bienal do Livro. |
sábado, 26 de maio de 2012
Bienal do livro 2012
Bem, estou um bocado aborrecido e um tanto chateado. Graças a chuva
repentina que atingiu a cidade no princípio da noite de ontem, dia vinte e
cinco, os organizadores da Bienal contataram a defesa civil e os bombeiros para
realizarem uma vistoria no local e prezar pela segurança do evento.
Estou frustrado porque tinha de acontecer justamente no dia em que meu escritor favorito iria participar. Nunca imaginei um dia poder encontrar algum ídolo independentemente da área que atua e pela primeira vez que surge a oportunidade, acontece um imprevisto terrível. Fiquei de fazer uma postagem especial do evento. Tenho algum material que coletei na semana passada. Não sei se a Bienal de Minas irá acabar por aí, pois hoje é o penúltimo dia de evento. Espero que se tiver algo amanhã, Pedro Bandeira esteja presente.
Por enquanto fico aguardando e farei a postagem em alguns dias.
(Para descontrair)
Minha amiga e acompanhante até a Bienal ficou rindo quando fiz uma pequena paródia musical sobre o ocorrido. Deixo aqui para descontrair.
Eu fico triste, muito triste.
Sem Bienal eu fico triste.
Sem ver o Pedro eu fico triste.
Estou frustrado porque tinha de acontecer justamente no dia em que meu escritor favorito iria participar. Nunca imaginei um dia poder encontrar algum ídolo independentemente da área que atua e pela primeira vez que surge a oportunidade, acontece um imprevisto terrível. Fiquei de fazer uma postagem especial do evento. Tenho algum material que coletei na semana passada. Não sei se a Bienal de Minas irá acabar por aí, pois hoje é o penúltimo dia de evento. Espero que se tiver algo amanhã, Pedro Bandeira esteja presente.
Por enquanto fico aguardando e farei a postagem em alguns dias.
(Para descontrair)
Minha amiga e acompanhante até a Bienal ficou rindo quando fiz uma pequena paródia musical sobre o ocorrido. Deixo aqui para descontrair.
Eu fico triste, muito triste.
Sem Bienal eu fico triste.
Sem ver o Pedro eu fico triste.
domingo, 20 de maio de 2012
Bienal e Book Tour
Pessoal, estou apenas de passagem para contar que ontem, dia 19 fui a Bienal do Livro e adorei. Estou preparando uma postagem super especial para fazer, mas como pretendo voltar lá mais vezes antes dela terminar, arrecadarei mais material e farei a postagem daqui alguns dias. Super recomendo todo mundo a ir porque o evento está repleto de atrações e atividades.
Já falando sobre a minha Book Tour, tem resenha nova de "Coração Paterno" no ar. A Tour já está em fase final. Peço que comentem nas postagens dos blogs participantes para que um deles adquira uma surpresa no final. Vamos lá, não sejam egoístas. Garanto que farão um bem não só as participantes da Tour como também a si mesmos.
Cliquem aqui e vejam o andamento da Book Tour Coração Paterno.
Já falando sobre a minha Book Tour, tem resenha nova de "Coração Paterno" no ar. A Tour já está em fase final. Peço que comentem nas postagens dos blogs participantes para que um deles adquira uma surpresa no final. Vamos lá, não sejam egoístas. Garanto que farão um bem não só as participantes da Tour como também a si mesmos.
Cliquem aqui e vejam o andamento da Book Tour Coração Paterno.
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