sábado, 5 de janeiro de 2013

A hora da verdade

Como eu não consegui encontrar muitas imagens da capa da edição atual,  extrai essa imagem do seguinte endereço:
http://letrabydani.blogspot.com.br/2011/08/hora-da-verdade-pedro-bandeira.html
 
Esse livro nos traz uma sensação diferente. A protagonista da história é Iara, a moça narra de uma maneira que nos impõe seu ponto de vista. Na verdade ela é a grande vilã que apronta de tudo para reconquistar seu grande amor, Desmond e pretende destruir sua até então grande amiga Adele. Iara possui uma obcessão tão grande que faz de seu ciúme algo doentio.
Apesar da história ter sido baseada em duas outras obras (Dom Casmurro de Machado de Assis e Otelo de William Shakespeare), o livro trás algo completamente novo com o toque mágico de Pedro Bandeira. O nome do colégio onde os personagens estudam, por exemplo, se chama Carlos de Queirós Telles. Nome de um escritor já falecido muito amigo do Pedro. Notavelmente houve uma homenagem aí. Pedro também finalizou uma obra póstuma deixada por Queirós, “Amor, impossível possível amor” cuja qual se pode encontrar uma resenha feita por mim clicando aqui.
 Adele é uma garota completamente talentosa em vários aspectos, mas sofre preconceito por ser negra. O grande ciúme da amiga Iara, que é justamente a ex de Desmond, é o que mais a faz sofrer. Iara apronta das suas e faz vários amigos caírem em sua teia muitíssimo bem arquitetada para separar o jovem e apaixonado casal.
Cega de paixão, Iara mal consegue aceitar que Emílio a ama verdadeiramente e está disposto a ajuda-la. Não como cúmplice de atos maquiavélicos, mas como um grande amigo que quer seu bem. Aliás, todos desejam apenas o bem de Iara, por isso a garota consegue manipular a todos. No decorrer da leitura, sentimos raiva da protagonista. Temos consciência de que tudo o que ela apronta é errado e sentimo-nos injuriados ao vê-la se dando tão bem. Apenas lá no finzinho do livro é que a verdade começa a vir à tona e Iara começa a sofrer as consequências de seus atos.
Como leitor sentimos vontade de vê-la pagando caro pelo que fez, se dando muito mal. Mas é aí que mais uma vez nos surpreendemos e aceitamos os acontecimentos. Iara errou por todo livro, mas entende o que fez ao se sentir encurralada por todos os envolvidos em suas tramoias. Mesmo que desejemos que a garota receba um castigo cruel, acabamos sendo levados pela compaixão e amizade verdadeira que une todo um grupo. É o tipo de final que nos faz querer agir como a protagonista agiu em todo decorrer da história, simplesmente pelo impulso. Mas acabamos percebendo que ás vezes ao invés de condenar, precisamos ajudar nosso próximo.
Para finalizar, mais um livro do meu autor favorito que recomendo. Acredito que da coleção “Voo Livre”, esse é o melhor livro. Apesar de somente ter lido apenas três dos oito livros lançados.
P.S: A parte estética e as ilustrações da edição mais recente são incríveis.

 

Tulipa Ruiz





Vocês devem estar se perguntando, “Se o Davidson Silva gosta de rock, por que ele está fazendo uma postagem sobre a Tulipa Ruiz que faz um som mais voltado para MPB?” A resposta chega a ser simples. Tulipa Ruiz colaborou de forma totalmente indireta com duas obras minhas. Mas para que vocês possam entender melhor, terei que contar uma história.
Eu não conhecia Tulipa Ruiz até Setembro de 2012. Eu estava terminando de escrever o meu original “Quebrando Limites”, um romance. Por algum motivo eu acredito que para se escrever um romance é preciso estar inspirado. No meu caso se a inspiração não surge espontaneamente eu a faço brotar.
Eu tinha a ideia do que queria escrever na cabeça, mas não sabia como jogar no papel de uma maneira que soasse suave. Estava tenso devido alguns acontecimentos pessoais. Na MTV estavam passando com frequência os clipes dos artistas concorrentes ao VMB. Confesso que não torcia por ninguém em especial e só deixava a TV ligada no canal por completa falta do que fazer. Graças a isso acabava assistindo ao clipe da música “É” da Tulipa. Achava a música bem agradável perto de tantos outros concorrentes.
Até que durante o decorrer de um dia desses, essa música começou a martelar em minha cabeça insistentemente. Decidi então conhecer um pouco mais do trabalho da Tulipa pela Internet. O resultado foi que de alguma forma acabei me apaixonando pela voz da garota. Algum de vocês que está aí do outro lado do monitor já se apaixonou pela voz de alguma cantora(or)?
A voz da Tulipa soa aos meus ouvidos ao mesmo tempo delicada e profunda. Sei que gosto de um som bem agressivo e pesado, mas a voz da Tulipa foi capaz de literalmente me encantar. Não apenas isso, ela também conseguiu me trazer o sentimento que eu queria para finalizar o meu original.
Também confesso que me afeiçoei inicialmente a Tulipa graças aos desenhos que ela faz. Além de cantora, ela é ilustradora. Só que acabei mudando um pouco de opinião sobre isso. Ela só desenha no Paint do computador, não faz desenhos á mão. Eu por minha vez acredito que para que um desenho soe natural e puro, é preciso fazê-lo a mão, caso contrário isso mata o talento do artista. Mas isso não mudou muito a minha opinião geral sobre a Tulipa.
Enquanto pesquisava as músicas dela acabei vendo uma entrevista na qual a moça dizia que gostaria que sua música inspirasse as pessoas de alguma forma a fazer algo, seja um desenho, seja uma música, ou qualquer outra coisa. No meu caso, a música da Tulipa encheu meu espírito com uma sensação necessária para escrever o que pretendia. Foi também graças a uma entrevista da Tulipa que acabei descobrindo um aplicativo chamado Garage Band. Para quem não tem uma banda esse aplicativo dá uma ajuda grandiosa. Graças ao Garage Band eu acabei conhecendo também o Amplitube, mais um aplicativo voltado a músicos. Esses dois aplicativos estão me ajudando e muito com um outro projeto.
Uma das coisas que admiro e muito na Tulipa é a liberdade criativa que ela dá a si mesma. Uma prova de que ela se entrega totalmente a sua arte. Enfim, essa postagem eu dedico a Tulipa Ruiz. A grande cantora com voz sedutora que está crescendo no cenário musical dia após dia e que mesmo sem me conhecer acabou me ajudando indiretamente duplamente. Não sei se algum dia conseguirei agradecê-la pessoalmente por esses feitos, então deixo registrado aqui o meu “Muito obrigado, Tulipa.”.
Ah, minhas músicas favoritas dela são: “Pontual”, “Do amor”, “Aqui”, “Só sei dançar com você” (apesar de ter odiado o fato dessa música ter entrado para a trilha daquela novela medíocre “Cheias de Charme”.), “É” e “Bom”, mas a minha favorita mesmo é “Quando eu achar”.
Para ver o clipe da música "É", basta clicar aqui
O link do site oficial da moça está logo abaixo. O interessante do site é que os dois discos dela estão disponíveis não só para ouvir, mas também para fazer o download se gostar.