sábado, 2 de abril de 2011

Street Fighter Alpha 3


Entre todos os fãs de jogos de porrada, um título é bastante conhecido em todo o mundo. Se trata da franquia Street Fighter, um jogo que foi criado inicialmente em 1987 e conseguiu grande sucesso em 1991 com sua sequencia, Street Fighter 2. Os anos foram se passando, vários famigerados do jogo foram surgindo, até o ano de 1995 quando foi lançada a série Alpha, que mostra os personagens em versões mais jovens.
A série Alpha é inovadora em vários aspectos e o jogo do qual quero falar é o Street Fighter Alpha 3, lançado em 1998. Na minha opinião o melhor Street Fighter já lançado, isso porque ele tem uma série de qualidades. Ao começar pelo visual do jogo, sendo todo feito em desenho no estilo mangá (característico da série Alpha), não apenas isso, a gama infinita de golpes de cada personagem impressiona bastante. (eu pelo menos nunca consegui usar todos os golpes e combos possíveis em uma única batalha.) As músicas do jogo também são bastante empolgantes e os recursos como defesa no ar e reação no ar que não são existentes em outros jogos a não ser na série Alpha e em jogos de encontros especiais (Marvel vs Capcon, Street VS X-men, etc.) também são bastante úteis.
Mas nem tudo é dourado em Street Alpha 3, um ponto negativo que achei é a falta de uma história melhor elaborada. Todos os trinta e tantos personagens enfrentam o M.Bison no fim e praticamente todos os finais levam ao mesmo ponto. Sempre são mostradas as mesmas cenas do M.Bison sendo destruído.
Não quero promover discussões entre os fãs mais fervorosos da série Street Fighter, mesmo porque também sou um grande fã dela. Porém eu acho Street Alpha 3 melhor até que o mais atual Street Fighter 4. Na boa, Street 4 é todo “moderninho”, cheio de efeitos especiais e tudo, mas isso não é tudo que se pode oferecer a um fã. O jogo é mais uma simples continuação de Street 3, sem os recursos característicos da série Alpha. Seus finais podem até ser em anime, mas muitos deles (não vi todos, para dizer exatamente) não duram nem um minuto direito. Bom, opiniões ditas deixo aqui essa dica de jogo.
 Deixo aqui a recomendação de Street Fighter Alpha 3. Abaixo coloquei o link para um vídeo bem legal feito por um fã da série que pegou cenas de um filme do Van Damme e o parodiou com sons de Street Fighter 2 e alguns de Final Fight (o som de enforcamento ele bem que podia ter usado o do Final Fight também, ao invés de ter feito uma montagem com o som do golpe do E. Honda) . Acreditem, o vídeo é bem legal e muito bem feito, dei boas risadas nas primeiras vezes que o vi.
 Try or die!

Vida Enigmática


Há alguns dias uma amiga de serviço me emprestou um livro de poemas e me disse que ao encontra-lo se lembrou de mim porque eu sempre pego algum livro da biblioteca de lá. Esse livro se chama “Vida enigmática” e é composto por uma coleção de poemas escritos por Márcia Dellaretti, uma jovem que faleceu aos vinte e dois anos.
Na verdade eu registrei o livro e fiz uma resenha dele no meu perfil do site do Skoob (o link é o seguinte: http://www.skoob.com.br/livro/160479) . Fiz isso para imortalizar um pouco da autora que com certeza teria feito mais em vida. É difícil fazer uma resenha sobre um livro de poemas porque um poema não se explica, mas simplesmente se sente. Você não precisa entender minuciosamente o que foi escrito, ou o que o autor quis passar exatamente para sentir a profundidade de cada verso.
Os poemas desse livro são um conjunto de reflexões feitas pela autora sobre a vida em si, sobre valores que muitos de nós desvalorizamos. Durante a leitura pode se perceber que é um livro de certa forma espírita, mas quem quiser lê-lo pode ficar despreocupado porque ele não foi feito para doutrinar as pessoas, mas para passar a mensagem da autora. Sei que poucas pessoas poderão contemplar essa obra que é uma produção completamente independente e sem fins lucrativos. Ao que parece foi distribuída apenas em Divinópolis MG e em Belo Horizonte MG, mas ainda assim deixo aqui mais uma dica de leitura. Valeu Dani por ter me emprestado o livro e Márcia viva eternamente em sua iluminada obra.

Amor impossível, possível amor

Fernanda é uma menina de quatorze anos que está passando por um momento complicado. Sua melhor amiga Clarissa e seu amor secreto Daniel, estão se mudando. Para a mesma casa onde eles moravam se muda a dona da residência. Com tantos problemas circulando na vida de Fernanda, ela vê seu rendimento escolar decair e sua mãe encontra como alternativa pedir a Bruno, o filho da nova visinha que dê aulas de reforço para Fernanda.
Fernanda nem mesmo percebe que sua vida está passando por mudanças significativas. Ela vê sua maior inimiga se tornar uma grande amiga ao ver Graziela de forma mais humana e percebe que sempre foi notada, algo do qual ela pensava o contrário. Ela também vê as lembranças de Daniel se tornarem apenas lembranças e permite que seu coração adquira novas meios para seguir com sua vida. Porém ainda restam dois problemas para serem resolvidos, um é o problema de saúde do pai de Fernanda e o outro é um enigma matemático passado por Bruno. Se tornando apenas questão de tempo para Fernanda perceber o que realmente sente por Bruno e finalmente decidir lutar pelo que sente.
Esse livro é uma obra póstuma do escritor Carlos Queiroz Telles. Ele iniciou a história e sua mulher pediu a Pedro Bandeira que a terminasse. O interessante desse fato é perceber no decorrer da trama as “homenagens” que Pedro Bandeira fez para seu amigo Queiroz, como no trecho em que Fernanda se identifica com alguns poemas de Queiroz e foi mencionando que Queiroz conhece Fernanda muito bem, como se ele fosse seu pai. E também o problema de saúde pelo qual o pai de Fernanda passou foi o mesmo problema que vitimou Queiroz em 1993.
Homenagens á parte, a história não se sustenta na morte de seu criador e respira livremente mostrando em seu decorrer que diferença de idade não significa nada quando dois corações se amam verdadeiramente. Para quem curte romance, esse é um prato cheio que vale a pena ser lido. Leitura recomendada, não me responsabilizo caso alguém fique suspirando de paixão ou com dor de cotovelo ao terminar de ler esse livro.

Pitty

Quando eu estava com dezoito, dezenove anos, não me sujeitava a escutar bandas nacionais. Nada contra, mas é que naquela época nenhuma banda nacional despertava a minha curiosidade. Foi quando uma baianinha me pegou de jeito, a letra de “Máscara” dizia muito do que eu queria dizer para muitas pessoas. Esperei para ver se aquela guria tinha músicas realmente boas ou se ela era igual aquelas bandas de um único sucesso. Depois que vi o clipe de “Admirável chip novo”, certifiquei que as músicas da Pitty realmente tinham o que eu procurava nas bandas nacionais, algum conteúdo a oferecer.
Foi quando decidi procurar pelo primeiro cd dela "Admirável Chip Novo". A música de abertura do álbum já começa com um tapa na cara ao dizer “- Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra”. Pronto, á partir desse álbum acabei me tornando fã da baianinha Priscila Novaes Leone, vulgo Pitty. Porém o álbum do qual quero falar, não é do álbum de estreia dela, mas sim de seu sucessor, o “Anacrônico”. Em 2005 muitos ficaram esperando ansiosos pelo novo trabalho dela e quando foi anunciada a gravação do segundo álbum, esses muitos se perguntaram como seria aquele novo álbum.
Quando Fiquei sabendo que o guitarrista Peu Souza havia saído da banda, pensei que poderia haver uma certa diferença no som, pois Peu é um exímio guitarrista e teve uma guitarra bem definida em “Admirável chip novo”. Porém Martin me surpreendeu bastante, ele toca muito bem e possui uma base bem forte e marcante. Na verdade quando escutei “Anacrônico” nas primeiras vezes confesso que estranhei um pouco, mas aquele som foi conquistando o meu gosto e o resultado foi que eu escutava o CD quase todos os dias.
O álbum em si carrega uma força incrível, seus arranjos, sua timbragem, suas melodias, tudo colabora para o conjunto da obra. De verdade, as músicas desse álbum são muito fortes, destaco: “De você”, “Memórias”, “Ignorin’ U”, “Brinquedo torto”, “Quem vai queimar?” e “Guerreiros são guerreiros”. (Não sei se sou o único que acha, mas reparem como o piano de “Querer depois” é semelhante ao piano de “Epic” do Faith no more.) Os Overdubs também ajudaram muito, as vozes, os efeitos gravados depois, somente acrescentaram mais poder as músicas. As guitarras distorcidas estavam em sua medida certa, nem muito suja com um som indecifrável, nem limpinha e sem graça demais. O baixo estava esplendido com suas passagens e a bateria tão forte que chegava a dar vida a toda melodia. O vocal da Pitty nem se fala, ela possui uma linda voz, seja cantando as músicas dela, seja interpretando alguma outra canção ao fazer alguma cover, Pitty tem uma voz muitíssimo bem afinada e melódica.
As letras das músicas da Pitty sempre foram admiradas por mim e quando soube que algumas letras foram inspiradas em livros, acabei admirando ainda mais o trabalho dela. A Pitty sempre passou uma imagem de pessoa culta, que não precisa explorar sua beleza física para chegar aonde quer e essas qualidades só fizeram com que ela aumentasse ainda mais seu número de fãs. Confesso que me decepcionei um bocado com o álbum atual dela, sei que ela acredita que não é a mesma da época do Inkoma, do “Admirável chip novo” e com certeza deve achar que não é a mesma de “Anacrônico”, mas eu esperava mais de “Chiaroscuro”, esperava que ele superasse “Anacrônico”, ou soasse ao menos semelhante. Não quero promover discussão entre fãs então somente digo que “Me adora”, é a música que menos gosto da Pitty e que quando escutei um comentário que dizia que “Medo” é semelhante a “Máscara”, achei uma comparação brutal de tão ridícula.
A capa de “Anacrônico”, também tem uma curiosidade, pelo menos para mim. Eu sempre achei que as três garotas da capa são da esquerda para a direita, a Liz Bee, a Lulu e a Nancy, amigas da Pitty da época da She’s, primeira banda dela. Se bem que a Nancy não era da She’s e sim a Carol Ribeiro (atualmente guitarrista da banda Lou). A Nancy toca na banda Nancyta e os Grazzers, mas deixa pra lá, acho que isso é o tipo de coisa que apenas a própria Pitty pode revelar. Mas enfim, “Anacrônico”, é um excelente álbum que eu realmente recomendo e espero que no próximo álbum da Pitty, ela consiga repetir a façanha de fazer um álbum tão memorável quanto esse.
Abaixo está uma pequena montagem que fiz para demonstrar um pouco da curiosidade sobre a capa de Anacrônico.

Alta Vila


Quando alguém pergunta sobre pontos turísticos em Minas Gerais, muitos respondem no ato a Lagoa da Pampulha, a Praça do Papa, as Cidades Históricas como Ouro Preto, etc, mas na minha opinião, tem também um lugar que poderia ser visto como ponto turístico e esse lugar é a Torre do Alta Vila. Trata-se de uma torre de 101 metros de altura, com uma arquitetura moderna e diferente. Na verdade ela pertence mais ao município de Nova Lima do que a grande capital Belo Horizonte. Ela se situa bem na entrada de Nova Lima e seu topo está situado no ponto mais alto de toda Belo Horizonte, a tornando visível em qualquer ponto de BH.
O que me fez querer fazer uma postagem sobre esse lugar é simplesmente porque eu pessoalmente o acho magnífico. A primeira vez que “vi” essa Torre foi em uma vinheta da Rede Globo Minas há alguns anos. Quando a vi pensei: “- Hum, uma torre parecida com a Abóbora Central de Seatlle. Não sabia que tinha um ponto assim aqui em BH.”. Mal tinha reparado que aquela torre é a mesma que eu vejo todos os dias daqui da minha casa.
O que a deixa mais bela, é o sistema de iluminação moderna que durante a noite a permite ficar mudando de cor, variando entre azul, verde, vermelho e violeta. Na época da copar do mundo de 2010 ela ganhou iluminação especial com fortes tons de verde e amarelo, sem contar as fortes e potentes luzes no topo, era um verdadeiro espetáculo. Atualmente eu não sei o que está acontecendo com ela que desde Dezembro ela não está mais usando essa iluminação. Ela também possui em seu interior várias lojas, entre elas o famoso Hard Rock café, restaurante temático que também é o segundo aqui na América do Sul. Além dos vários eventos que são feitos nela.
Muitos malucos usam a plataforma da torre para praticar Bunglee Jump. Muitos a acham parecida com um disco voador. De dentro da torre se tem uma maravilhosa visão paronâmica de toda a cidade. E eu pessoalmente adoro essa torre, mesmo sem nunca ter ido visita-la (ainda, eu espero), não sei como explicar, mas eu admiro muito essa torre e todos os dias tiro alguns minutos (às vezes segundos) para namora-la. Com luzes, ou sem luzes noturnas especiais, esse é um ponto daqui de BH que eu realmente acho maravilhoso.
Abaixo seguem alguns vídeos da torre. E por ultimo está a minha vinheta favorita da Rede Globo feita para divulgar a cidade, com música especialmente composta pela banda Thianastácia, para quem é mineiro já é comum ver essa vinheta, mas para quem não é de Minas aí vai, “- Eu sou mineiro hey, eu sou mineiro how!”.

            http://www.youtube.com/watch?v=OOHvFf_V52I&feature=related
 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Coisas de Fã Nº01



Há alguns dias eu andei remexendo alguns cadernos velhos onde eu escrevia cifras de guitarra e algumas letras e traduções de músicas das bandas que eu gosto. Fato é que nesses cadernos também eu colocava alguns desenhos que eu fazia para “enfeitar” mais meus cadernos de cifras. Irei postar aqui alguns para vocês verem. Vale ressaltar que a maioria deles é de 2005.

Kurt Cobain retirado diretamente de um antigo caderno de aula. (Esse na verdade é de 2003).

Kurt, Chris e Dave gravando “Seasons in the Sun” aqui no Brasil.
Outro do Nirvana.

Silverchair no show em que alguém acertou Daniel Johns na cabeça e a câmera da mãe dele foi roubada.
 
Slipknot

Yu Yu Hakusho

Yusuke Urameshi é um garoto de 14 anos que morre atropelado na tentativa de salvar um garotinho. Porém ainda não era a hora de Yusuke morrer, ele recebe a chance de reviver, mas a princípio não aceita. Ele é um bad-boy, mas também não é tão mal assim, após ver seu velório Yusuke muda de ideia e começa completando algumas missões para poder reviver.
Depois que ressuscita, ele se torna Detetive Sobrenatural e além de ter que passar por treinamento para se doutrinar, ele tem que cumprir missões que na sua maioria é derrotar algum monstro ou demônio. Yusuke também ganha poderes sobrenaturais, como sua principal arma, o Leigan. De início se juntam a ele Kazuma Kwabara, seu maior rival que com o decorrer se torna um grande amigo e também Kurama e Hiei, dois demônios do Makai que se tornam aliados.
Juntos eles participam do Torneio das Trevas, impedem que Sensui abra um portal que liga diretamente o Mundo dos Homens ao Mundo das Trevas (Makai) e ao fim Yusuke vai encontrar seu pai no Makai (Kwabara quase não participa dessa fase).
No mês de março de 1997, Yu Yu Hakusho estreou na TV brasileira sendo transmitido pela lendária Rede Manchete. Logo em seu primeiro episódio ele se mostrou diferente dos demais Animes pela morte do protagonista, a parte do velório de Yusuke realmente é bem emocionante. O que me chamou mais atenção em Yusuke é o fato dele ser um herói diferente, ele é bem humorado, atrapalhado e em alguns pontos acaba contando com a sorte, como quando ele lutou contra Hiei e ao disparar seu Leigan como última tentativa de combater o oponente, vê o tiro sendo refletido pelo espelho das trevas. Ou como na vez em que caiu em um buraco sem querer ao tentar desviar do ataque de um inimigo e também quando não pôde escutar a música que fazia as pessoas encolherem por ter um pouco de musgo nos ouvidos.
Isso não é tudo, todos os personagens de Yu Yu Hakusho são bem carismáticos e cada um tem sua personalidade distinta. A dublagem brasileira também deu um pouco de sua “colaboração” para fazer alguns jovens se identificarem com o Anime, algumas gírias da atualidade foram implantadas no Anime e em alguns momentos chegava a ser engraçado ver a torcida no torneio das trevas gritando com todo fervor “- Ah, eu tô maluco!”.
Não demorou muito para Yu Yu Hahusho se tornar meu Anime favorito, disputando pau a pau com os Cavaleiros. Desde criança eu sempre gostei de desenhar, mas meus desenhos não eram tão bons assim e eu sempre desenhei mais por prazer. Se foram os Cavaleiros que permitiram que o meu prazer em desenhar se tornasse uma paixão, foi Yu Yu que me deu vontade de desenvolver meus próprios traços e criar meus personagens, consequentemente me fazendo assim criar minhas histórias. Para sempre irei guardar na memória esse grandioso Anime. Yusuke Urameshi, não conheci o outro mundo por querer!