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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Entrevista com Autores (Luciane Rangel)




A entrevistada da vez é uma autora que conseguiu a proeza de publicar de maneira independente a Trilogia Guardians, uma história que envolve personagens multirraciais usando os doze signos do zodíaco como tema. E não para por aí, ela está preparando uma nova publicação que esperamos em breve ser lançada. Luciane Rangel foi super simpática e cortês ao responder as minhas perguntas. Eu pessoalmente adorei trocar figurinhas com ela, por isso espero que vocês também possam gostar. Sem mais enrolações, vamos a entrevista:
01 - Quando você decidiu se tornar escritora?
Gosto de criar histórias desde que me conheço como gente. No entanto, seguir a escrita como profissão foi algo que veio aos poucos em minha vida. Quando criança, gostava de criar livrinhos com histórias e desenhos; na adolescência, veio a fase dos diários e dos versinhos em agendas; depois, comecei a escrever fanfics (de um anime chamado Yu Yu Hakusho) e crônicas em blogs, e logo comecei a arriscar também as minhas próprias histórias. Porém, nunca imaginei um dia publicar um livro, isso pra mim parecia algo inalcançável. Foi Guardians que, naturalmente, me levou a isso. A história foi criada sem qualquer pretensão maior, era apenas para ser publicada na internet, junto com os desenhos da minha amiga Ana Claudia Coelho. Só que, durante os 3 anos de publicação capítulo a capítulo, Guardians foi atingindo um público muito maior do que eu poderia imaginar (aliás, quando a história começou a ser publicada, eu tinha apenas 2 leitores! Nem esperava qualquer coisa muito além disso, na verdade). Ao final desta publicação online, os próprios leitores começaram a pedir para ter em livro a história que acompanharam virtualmente mês a mês durante três anos. A publicação foi feita de forma independente, apenas para atender ao pedido desses leitores e, novamente, sem maiores pretensões. Não sabia que a coisa ia dar tão certo. No entanto, hoje não quero nada diferente disso pra minha vida.

02 - Qual é o autor que você mais admira? (Não vou perguntar qual é seu favorito porque muitas pessoas possuem mais de um favorito.).
Eu responderia que é o meu pai, Mailton Rangel, autor de livros de poesia. No entanto, como corro o risco de acharem essa escolha um tanto suspeita, cito outro autor nacional de quem eu sou muito fã: Luis Fernando Veríssimo.

03 - Tem alguma obra literária que lhe tocou de maneira especial? (Não vou perguntar qual é seu livro favorito pelo mesmo motivo anterior.).
Pergunta difícil, viu? Foram inúmeros! Mas o primeiro nome que me veio à mente foi “A Cidade do Sol”, de Khaled Hosseini. A carga emocional deste livro é tão forte, que em diversos momentos tive que parar a leitura dizendo “chega, por hoje não dá mais!”. O livro é fantástico.

04 - Você possui algum gênero literário favorito?
Sabe que não? Se o enredo me interessar, eu leio independente do gênero. Porém, tem alguns que não curto muito, como biografias e autoajuda.

05 - Tem algum personagem de livro com o qual você se identifica? Se sim, por quê?
Às vezes acho que sou meio Bridget Jones. Mas só às vezes! rs... Consigo fazer umas trapalhadas épicas!

06 - Você possui algum hobby além de ler e escrever?
Sou compulsiva por origami. Nem papel de bala escapa nas minhas mãos!

07 - Em sua opinião, quais são os benefícios de se ler um livro?
Nossa, inúmeros! Melhora o vocabulário, a capacidade de interpretação e de escrita, amplia o conhecimento geral... Sem contar que é uma atividade muito divertida.

08 - Você é uma autora um tanto influente na Internet e usa esse meio de comunicação para divulgar seu trabalho. Como consumidora qual é a sua preferência, livro físico ou e-book?
Sou? Poxa, obrigada! =) Olha, eu acho que nunca comprei um e-book. Amo livros físicos. Acho que nada substitui o prazer de folhear, tatear um livro. Até o cheiro é bom! rs. 

09 - Publicar um livro de maneira independente é algo extremamente trabalhoso. No seu caso você publicou de cara uma trilogia. Poderia contar um pouco de como foi essa experiência?
Já contei um pouco lá na primeira resposta. Sim, é algo trabalhoso demais, e com despesas que vão muito além da mera publicação. No meu caso, todo o trabalho de divulgação (o que inclui brindes, marcadores e viagens pra eventos) e de venda dos livros é por nossa conta (minha e da Ana Claudia, desenhista de Guardians). Vender livro é uma tarefa um tanto difícil, ainda mais não estando nas livrarias e sem ter altos investimentos em propaganda. Ah, e o fato de ser uma trilogia complica a coisa ainda mais. Porém, uma curiosidade: Guardians acabou virando trilogia por conta do tamanho, que não caberia num livro só. Por isso foi cortado em três, mas é uma história só.

10 - Vi em uma entrevista você contando que a princípio a série dos Guardians surgiu na Internet através de postagens em um blog. Naquela época você imaginava que sua história chegaria onde está hoje?
De forma alguma! Se na época que comecei a publicar na internet alguém me dissesse que aquela história iria virar livro e que algum dia eu estaria viajando pelo Brasil pra divulgá-lo ou dando entrevistas como esta, eu na certa acharia graça. Quando comecei as postagens, jamais imaginei que Guardians atingiria o público que atingiu na internet e, ao transformá-lo em livro, também não esperava que fosse agradar a tantas pessoas fora daquele círculo criado durante a publicação online, ainda mais sem nenhum apoio de marketing, sem estar nas livrarias e sem o selo de uma grande editora.
 
11 - Também vi você dizer que na versão publicada dos seus livros muitas ilustrações ficaram de fora. Você planeja trabalhar com esse material extra, seja em um livro só de ilustrações ou postando em seu Site?
Já pensamos nisso, sim. Porém, como autora independente fica difícil fazer algo assim. Livros ilustrados são bem caros. Mas é uma ideia que deixamos bem guardadinha... quem sabe num futuro próximo?


12 - E de onde originou a ideia para toda a criação dos Guardians?
Sempre fui muito fã das histórias japonesas. Cresci assistindo tokusatsus na tevê e, depois, me encantei também pelos animes e mangás. Antes mesmo de Guardians, minhas histórias já eram criadas neste mesmo estilo. Acho que Guardians juntou esse estilo de histórias japonesas a outras coisas que gosto muito, como a astrologia, a mitologia japonesa (presente na figura dos youkais) e a diversidade (no fato dos personagens terem nacionalidades diferentes).


13 - A Internet é uma arma vantajosa para os escritores em geral, nela é comum ver parcerias entre blogs e autores. Se algum dia algum autor ou autora lhe convidar para uma possível parceria na criação de uma obra, você aceitaria o convite?
Ah, certamente! Aliás, já tenho esse plano com dois amigos autores. Só falta tempo pra colocar a ideia em prática! rs

14 - Se algum dia você recebesse a proposta de adaptar seu livro em um filme (que no caso deveria ser uma grande produção por se tratar de uma trilogia), como você reagiria? Você ia gostar?
Acho que teria um ataque cardíaco de felicidade! Seria bom demais!

15 - Como é o seu contato com os seus leitores?
Sempre digo que tenho os melhores leitores do mundo, e é verdade! Porque eles vestem mesmo a camisa de Guardians. Divulgam, apoiam... E são uns fofos! Desde o tempo da publicação online, todo o público de Guardians veio através da divulgação de cada novo leitor, que trazia novos leitores junto... E até hoje é assim. E eles interagem com a história! Estou sempre recebendo fanarts e fanfics de Guardians. Como eu já disse anteriormente, essa vida de escritor independente é árdua, trabalhosa e cheia de gastos... E muitas vezes dá vontade mesmo de desistir. Mas esse carinho dos leitores é o que me dá forças pra ir adiante.

16 - Você faz parte do Selo Brasileiro. Como é participar de um grupo que abrange tantos autores de diversos estilos literários? Poderia contar um pouco de como é essa experiência?
É uma troca muito boa. Estamos sempre aprendendo uns com os outros, e isso é bom demais!

17 - Fora do Selo Brasileiro também você deve ter muitos amigos autores. Como é a sua relação com eles?
Muitos! O mais legal é que, mesmo sendo de estados diferentes, a gente tá sempre se encontrando em bienais e outros eventos aqui e ali. E é o mesmo caso do Selo Brasileiro: estamos sempre aprendendo uns com os outros. É sempre uma ótima troca de informações e de experiências.

18 - Como autora, qual é seu maior sonho?
Que minhas histórias cheguem a mais e mais pessoas, todos os dias. E que lhes traga coisas boas.

19 - Quais são os seus próximos planos Literários? Tem algum projeto em andamento que possa revelar?
Sim! Estou, novamente em parceria com a amiga e desenhista Ana Claudia Coelho, trabalhando num novo projeto. O livro se chama Tenshi e é uma comédia romântica, mais para o público adolescente. É um estilo bem diferente de Guardians – que é uma aventura mais para o público jovem-adulto – porém é similar no que diz respeito à influência dos mangás. Aliás, esta influência estará ainda mais presente em Tenshi. O livro já está quase finalizado e, logo que estiver pronto, pretendemos enviar para editoras tradicionais (é, a gente quer sair dessa vida de autor independente rs). Pra isso, estamos pedindo o apoio dos leitores com uma petição online, que será enviada para as editoras junto com o livro. Segue o link para quem quiser dar um apoio com sua assinatura:  http://www.peticao24.com/pela_publicacao_do_livro_tenshi

20 - Para finalizar, você gostaria de deixar algum recado para as pessoas que estão lendo? Pode ser o que você preferir, um conselho, uma mensagem, uma dica, um poema, um sermão, um puxão de orelha, um desabafo, o que você preferir.

Só tenho a agradecer! Ao Davidson pelo espaço e pelo apoio, e a todos os leitores pelo carinho de sempre. Obrigada e muitos beijos a todos!



Luciane eu também fiquei muito grato por toda sua gentileza, não são muitos autores nacionais que são tão gente boa quanto você. Sei de alguns que ainda estão longe de serem famosos, mas que já agem como se fossem estrelas. Pessoalmente acho que como autores independentes (ou não), devemos nos apoiar e nos ver como iguais para que assim a Literatura do Brasil possa crescer cada dia mais.
 Continue sendo sempre assim que você irá chegar longe. Desejo-lhe todo sucesso do mundo (e também a suas obras Guardians e Tenshi) e que sua caminhada literária seja bastante iluminada. Para os leitores do Blog, abaixo deixei o link para a página oficial da autora.





terça-feira, 21 de agosto de 2012

Entrevista com autores (Fábio Guolo)



No Brasil o Gênero Literário da Literatura Fantástica está cada vez mais explorado e adquire mais adeptos a cada dia. Para se escrever uma história que segue esse gênero é preciso ter talento e criatividade. Essas são qualificações que o autor Fábio Guolo tem de sobra. Autor dos livros “O Despertar” e “A Baronesa”, o moço também é um dos membros do Selo Brasileiro. Confira abaixo a entrevista que Fábio concedeu ao Blog do Silvaerrado.

01 - Qual é o autor que você mais te admira? (Não vou perguntar qual é seu favorito porque muitas pessoas possuem mais de um favorito).
Tolkien, sem dúvida, por ser um dos escritores mais criativos de todos os tempos (senão “o” mais).
02 - Tem alguma obra literária que lhe tocou de maneira especial? (Não vou perguntar qual é seu livro favorito pelo mesmo motivo anterior).
Recentemente li “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e posso dizer que fiquei deveras impressionado. Justo eu que nunca vi os “clássicos” com bons olhos me rendi imediatamente à genialidade do maior escritor brasileiro que já existiu. É simplesmente fantástico.
03 - Tem algum personagem de livro com o qual você se identifica? Se sim, por quê?
Turin Turambar, o Lâmina Negra de Nargotrond. Personagem de Tolkien que aparece em “O Silmarilion” e em “Contos Inacabados”. Um guerreiro que supera inúmeras adversidades. Na minha opinião é o melhor personagem que Tolkien criou em todo seu universo ficcional.
04 - Sei que você gosta de jogos de RPG e que suas histórias são voltadas para o gênero da Literatura Fantástica. Além desse gênero, você possui algum outro gênero favorito?
Sim! Romances Policiais me atraem demais e tenho um projeto assim prestes a começar.
05 - Você possui algum hobby além de ler e escrever?
Gosto de ir a algum barzinho ou show de rock vez ou outra me encontrar com amigos e curtir. Faço natação regularmente além de ser colaborador da ONG Beco da Esperança de animais abandonados. Eu e minha esposa somos “protetores”.
06 - Quando você decidiu se tornar escritor?
Quando não tive mais tempo para jogar RPG e minha criatividade continuou jorrando ideias absurdas. Daí resolvi colocá-las no papel.
07 - Para escrever você se inspira ou se influencia em algo?
Todas as experiências que um escritor vive influenciam sua escrita, mas posso dizer que assistir a um bom show de rock faz meu cérebro jorrar ideias com mais força.
08 - Na hora de fazer a dedicatória alguns autores dedicam o livro diretamente a uma pessoa ou indiretamente a várias. O que te influencia na hora de fazer a dedicatória? Você segue algum critério?
Procuro dedicar às pessoas próximas que mais me apoiaram e compartilharam da criação.
09 - Qual foi a maior dificuldade que você encontrou na hora de publicar seu livro?
Seria mais justo perguntar qual a dificuldade que eu NÃO encontrei, mas vou resumir: custos de impressão, negativas de editoras, distribuição e divulgação.
10 - Em sua opinião, um livro pode modificar a vida de uma pessoa de que maneira?
Bem, depende de qual leitor lê qual livro. Mas em geral acredito que todos os livros modificam a vida de qualquer leitor. Sempre há algo de bom que se possa extrair de um livro. Quem disser o contrário, na minha opinião, pode se considerar qualquer coisa, menos um “leitor”.
11 - O que mais lhe traz satisfação por ser um autor de livros?
É quando alguém diz que leu meus livros e está esperando pelo próximo ou então começa a fazer perguntas curiosas sobre uma ou outra passagem da história.
12 - Como você vê o crescimento literário no Brasil nos últimos anos?
O mercado literário no Brasil já foi bem pior, mas ainda estamos muito aquém do ideal.
13 - Você faz parte do Selo Brasileiro. Conte um pouco sobre essa experiência de interagir com outros autores nacionais e independentes.
É muito bom! Costumamos trocamos obras e lê-las. É surpreendente como se pode encontrar boas histórias em gêneros que não são os da nossa preferência. Um livro jamais pode ser menosprezado e creio que esse foi o maior ensinamento que pude absorver no grupo. A troca de experiências é fantástica!
14 - De qual autor veio a ideia inicial de criar o Selo Brasileiro?
Da minha querida amiga e grande escritora Liana Cupini. Ela teve a ideia, convidou a mim e mais três ou quatro outros escritores e fomos nos aglomerando.
15 - Creio que todos os autores que integram o grupo já devem se conhecer pessoalmente. Vocês se reúnem com frequência? Como é a relação entre vocês?
Eu conheço a maioria deles. Nossa relação no dia-a-dia é pela internet mesmo por conta da distância que nos separa. Anualmente promovemos e participamos de eventos nos quais nos encontramos pessoalmente.
16 - O Selo Brasileiro participou da Bienal do livro do Rio no ano passado. Essa participação rendeu algum benefício maior aos autores do selo?
Sim, é claro. A maioria dos autores independentes e até muitos editorados não têm no curriculum uma passagem por uma bienal na posição de autor que autografa e interage com os fãs. Isso nos deu uma excelente visibilidade, rendeu ótimos contatos e creio que estes são benefícios de valor incalculável.
17 - A Internet é uma arma vantajosa para os escritores em geral, nela é comum ver parcerias entre blogs e autores. Se algum dia algum autor ou autora lhe convidar para uma possível parceria na criação de uma obra, você aceitaria o convite? Como você lhe daria com isso?
Não sei. Só saberei se um dia receber tal convite, mas sempre estou aberto a novas ideias e experiências.
18 - Algum dia você pretende escrever uma história que não seja do gênero Literatura Fantástica?
Claro! Veja novamente a questão nº 4.
19 - Em que parte da Draco Saga se encaixa a história de seu livro “A Baronesa”?
A história de “A Baronesa” começa muitos anos antes de “O Despertar” e termina mais ou menos junto. “A Baonesa” é, na verdade, a história de Taramar, a vilã de “O Despertar” narrada por ela mesma. Seu ponto de vista.
20 – Você já tem algum livro novo da Draco Saga pronto para publicação? Se não, quais são seus projetos futuros?
Tenho “A Sentinela” quase pronto. Estou tendo um grande atraso por pura falta de tempo, mas espero terminar em breve.
21 - Se algum dia você recebesse a proposta de adaptar algum dos seus livros em um filme, como você reagiria?
Eu adoraria, é claro. Mas faria questão de acompanhar a produção de perto como consultor.
22 - Você é um autor participativo em várias feiras literárias e sua obra já deve possuir um público cativo. Como é o seu contato com seus leitores?
Estou sempre disposto e receptivo para eles. Afinal, o que é um escritor sem seus leitores? Respondo a todos. Sempre.
23 - Você é muito assediado por eles?
Não, não. A relação é tranquila.
24 - Como autor, qual é seu maior sonho?
Encontrar uma grande editora que possa publicar meus livros traduzidos para os principais idiomas do planeta viajar divulgando-os.
25 - Para finalizar você gostaria de deixar algum recado para as pessoas que estão lendo? Pode ser o que você preferir, um conselho, uma mensagem, uma dica, um poema, um sermão, um puxão de orelha, um desabafo, o que você preferir.

Gostaria de agradecer a oportunidade, mandar um grande abraço a todos que lerem esta entrevista e dar uma dica: leiam meus livros!

Agradeço por ter cedido um pouco de seu tempo para responder aos meus questionamentos. Espero que todas as suas obras sejam, bem sucedidas e que você possa colher bons frutos em sua caminhada. Que a Literatura reine.

Para saber mais sobre o autor, basta seguir um dos links abaixo:
Perfis no Skoob:
http://www.skoob.com.br/usuario/278739-fabio (lembrando que para ver o perfil dele, é preciso estar logado)
Sites:

Capa do livro "A Baronesa"
O primeiro livro publicado pelo Fábio


domingo, 24 de junho de 2012

Entrevista com autores (Camille Thomaz)


Ela é designer (web e gráfico), editora da Revista Innovative, redatora/colunista no blog da MTv: Vá Ler um Livro, colunista no site Filmes e Games, blogueira e autora do livro “Imaginário Feminino” que foi lançado há poucos meses. Seu nome é Camille Thomaz Labanca, mas também é conhecida como Camille Thomaz. Com toda gentileza do mundo a garota aceitou responder algumas perguntas para o Blog do Silvaerrado. Curtam as respostas.
Obs: Não sei se ela irá gostar da informação que darei, mas a garota fará aniversário daqui a dois dias. Pronto, falei.

 
01 - Em qual momento da sua vida a Literatura se tornou especial?
Quando eu pegava um livro para estudar, eu particularmente gostava de algumas coisas. Estudar nunca foi algo necessariamente ruim. Durante uma leitura de um livro de ciências, sobre pedras, eu pensei “por que eu não gosto de ler?”. Logo depois eu fui a uma livraria, com a missão de encontrar um livro que eu fosse gostar. Foram quatro idas olhando o mesmo livro, até decidir comprá-lo. Desde suas primeiras linhas, ele me fez rir. Foi o primeiro livro lido sem ser para a escola, e foi o livro que me introduziu na literatura. Ali ela se tornou especial, e nunca mais deixou de ser.

02 - Você possui algum hobby além de ler e escrever?
Eu gosto muito de ouvir música e cantar em voz alta. Não que eu cante bem (risos). Além de dançar. É minha libertação desse mundo para outro sem preocupação, sem nada ruim, sabe?

03 - Você possui algum gênero literário favorito?
Eu gosto muito de chick lit. Todavia, com a Revista Innovative fui recebendo livros de outros gêneros que me encantaram tanto quanto. Hoje em dia dramas psicológicos são incríveis, simplesmente adoro. Prefiro a chick lit, atualmente.

04 - Qual é o autor que você mais admira? (Não vou perguntar qual é seu favorito porque muitas pessoas possuem mais de um.).
Não tenho um autor que mais admiro. Eu diria que pela escrita em si, simplesmente adoro Elisabeth Scott (dramas psicológicos...). Todavia eu admiro muito a atitude de um autor, então eu não posso deixar de citar Roberto Laaf e José Oliveira. Escolhendo poucos, esses seriam os principais, por motivos que não caberiam aqui.

05 - Tem alguma obra literária que lhe tocou de maneira especial? (Não vou perguntar qual é seu livro favorito pelo mesmo motivo anterior.).
“O Céu Está em Todo Lugar” e “A Guardiã da Minha Irmã” foram dois livros que me tocaram. Ambos falam de morte, mas de uma maneira particular. Ambos têm frases que me fizeram pensar, me passaram calma e são livros maravilhosos de qualquer forma.

06 - Em sua opinião, quais são os benefícios de se ler um livro?
Quanto mais você lê, melhor você escreve. Essa é a mais pura verdade, você aprende mais vocabulário de uma maneira prazerosa. Se você não quer ser escritor, pelo menos tem uma prova que tem que fazer e precisa escrever bem, ou uma redação no vestibular. Leitura ajuda nisso, muito. Além disso, exercita a mente, livros podem entreter, te levar a outro mundo, te fazer esquecer-se dos problemas por um momento. Livros podem ajudar a solucionar seus problemas, porque às vezes a personagem passa ou algo, ou sente algo, que você já passou / sentiu. Frases de livros podem mudar – e mudam – vidas.

07 - De onde veio a ideia (ou a necessidade) de criar a revista eletrônica Innovative?
Veio em meio a uma aula de matemática (sempre fui péssima) quando fazia curso pré-vestibular. Eu sempre tive a necessidade de estar ocupada com algum projeto, nunca fui de ficar de pernas para o alto, mãos abanando. Já tentei sair muitas vezes do “mundo” blogueiro e sempre voltei. Criar a Innovative foi a junção de querer ser útil, fazer algo mais que estudar e passar um pouco das minhas paixões para outras pessoas, informá-las e, quem sabe, tocar um pouco a vida delas da mesma forma que algumas matérias tocaram a minha. Como aquele livro sobre pedras que mudou todo meu rumo.

08 - Quando você decidiu se tornar escritora?
Sempre foi um sonho. Escrevo desde os onze para doze anos. Falava que queria ser da Academia Brasileira de Letras. Ser escritora foi uma consequência de um sonho que deixou de ser inatingível e passou a ser algo possível, realístico.

09 - Qual foi a maior dificuldade que você encontrou na hora de publicar seu livro?
Na primeira edição, com 125 exemplares, tudo fluiu muito bem. Tive sorte de ter pessoas incríveis ao meu lado. Serei sempre grata à elas.

10 - Para escrever você se inspirou ou se influenciou em algo?
Em outros livros, em situações que eu vi pessoas viverem ou me contaram que viveram. Por sonhos, inseguranças. E um pouco de todas as histórias que já li, o romance romântico bonitinho, um filme todo fofo, ou exagerar sobre ir à academia.

11 - A capa de seu livro “Imaginário Feminino” ficou linda. Você teve alguma participação na produção dela ou deixou tudo por conta do profissional da área? (Vale ressaltar que o autor da capa do livro “Imaginário Feminino” é André Siqueira, o mesmo profissional por trás da capa de “Coração Paterno”.).
O André sofreu um pouco na minha mão. Eu tinha ideia do que queria, mas ele é o profissional. Então eu dei uma liberdade à ele, mas dentro do que eu tinha em mente. Ele fez um trabalho incrível, mesmo quando eu insisti em algumas coisas que ele a princípio não concordava, ou cismei em mudar a letra do título algumas muitas vezes.

12 - Poderia contar como foi a experiência de publicar seu livro? Como você se sentiu com esse feito?
Foi um sonho realizado. Certamente, só o começo dele.

13 - Como é a sua relação com os seus leitores?
Eu sempre gostei de tentar contato com escritores que eu admiro, então todo e-mail que recebo eu respondo sendo simpática, com a mesma atenção que me foi dada. Não deixo ninguém sem resposta, não acho justo e não gosto. Sou totalmente acessível, acho que todo escritor deveria ser.

14 - Você possui alguma história nova que pretende publicar futuramente?
Isso é segredo (risos).

15 - Se fosse para resumir em uma única frase, quais seriam suas palavras para definir o Imaginário Feminino (não me refiro ao livro, mas ao comportamento humano)?
Lógica compreensível apenas para quem a pensa.

16 - Como você vê o crescimento literário no Brasil nos últimos anos?
O crescimento literário está sendo incrível! Não só vejo bons escritores brasileiros surgindo, como também bons leitores, com opinião, gosto pela leitura e vontade de ler cada vez mais. Estamos longe do ideal, mas, com certeza, estamos melhores do que estivemos antes. Eu só espero que não seja uma fase que passe, que seja algo mais permanente.

17 - A Internet é uma faca de dois gumes, assim como ela auxilia na divulgação de artistas independentes, ela também pode prejudica-lo de alguma forma. É preciso ter bastante precaução antes de utilizar esse poderoso veículo de comunicação. Se tivesse um projeto totalmente novo, você o disponibilizaria na Internet antes de tentar publica-lo?
Creio que não. Uma divulgação na internet pode ser o que vai te levar a ter seu livro publicado por uma editora boa, mas pode ser exatamente o motivo para não te publicarem. Muitas editoras procuram algo completamente original, ou seja, que nunca tenha sido publicado. Eu não sei se arriscaria. Possivelmente em último caso, mas não como primeira opção.

18 - Se algum dia algum autor ou autora lhe convidar para uma possível parceria na criação de uma obra, você aceitaria o convite?
Muito provavelmente. Todavia acho que para uma obra em conjunto ser positiva, ambos tem que se entender com o meio de escrever do outro. Tem que ser equivalente, entende? Senão prejudica a história em si, que ficaria com suas narrativas diferentes, querendo focos diferentes. Seria estranho para ler. Em qualquer outro caso, aceitaria sim.

19 - No Brasil não é muito comum ver filmes baseados em obras literárias. Se algum dia você recebesse a proposta de adaptar seu livro em um filme, como você reagiria? Você ia gostar?
Iria amar! Certamente ficaria muito feliz com a proposta. Imagine, um livro seu, um “filho” seu, dando um resultado para ser exibido nas telonas.

20 - Como autora, qual é seu maior sonho?
Conseguir publicar mais livros com minhas histórias. Eu gosto de pensar que o que eu escrevo pode ter a mesma reação que alguns livros que leio têm em mim. Como disse, livros mudam pessoas, rotinas, vidas inteiras. É uma responsabilidade enorme, mas se você faz isso positivamente, nossa, deve ser incrível.

21 - Para encerrar você gostaria de deixar algum recado para as pessoas que estão lendo? Pode ser o que você preferir, um conselho, uma mensagem, uma dica, um poema, um sermão, um puxão de orelha, um desabafo, o que você preferir.
Eu gostaria de agradecer pela entrevista feita, pelo carinho que você teve e tem comigo. E pelo carinho de leitores que leram meu livro e, independentemente se gostaram ou não, deram sua opinião sendo gentis. E, claro, para quem gosta de contos, garanto de Imaginário Feminino vale a pena, viu? (risos.)

Gostaria de agradecer de coração por você ter cedido um pouco de seu valioso tempo para responder a minha entrevista. Desejo que não apenas seu livro, mas também que todos seus projetos conquistem tudo o que há de melhor no mundo.

Muito obrigada, de verdade!



Links da autora para quem quiser conhecê-la um pouco mais: 


Book Trailer do livro abaixo: