sexta-feira, 30 de março de 2012

Book Tour Coração Paterno


Depois de alguns imprevistos, finalmente dei início a primeira Book Tour de “Coração Paterno”. Serão apenas quatro Blogs participantes que aceitaram a missão de ler e resenhar o livro no prazo de quinze dias. Eu pretendia ter mais blogs resenhando o meu livro, mas alguns proprietários não aceitaram o meu convite. O importante é que mesmo com apenas quatro blogs, “Coração Paterno” será lido. As resenhas partirão de quatro regiões diferentes do Brasil, trazendo assim quatro pontos de vista diferentes. Abaixo vocês podem conferir a ordem da Book Tour. Lembrando que esta postagem será atualizada a medida que as resenhas forem ficando prontas. Desde já agradeço as participantes e desejo uma boa leitura a elas. Ah, mais uma coisinha. Comentem as resenhas nos blogs participantes, isso renderá uma surpresinha para os proprietários dos Blogs.
1º Blog: Paixão Literária
Proprietária: Kéziah Raiol
Cidade: Ananindeua – Pará
Resenha: Pronta

2º Blog: Modo de ler
Proprietária: Priscila Cavalcanti
Cidade: Brasília – DF
Resenha: Pronta

3º Blog: Blog La Societé
Proprietária: Jéssica Dinarte
Cidade: Santa Rosa – RS
Resenha: Pronta

4º Blog: Apaixonada por livros e Globosfera teenager
Proprietária: Márcia Rios
Cidade: São Paulo – SP
Resenha: Pronta

sábado, 17 de março de 2012

"Coração Paterno" - Vendas do livro em BH

Pessoal que mora em Belo Horizonte e está interessado em adquirir um exemplar de “Coração Paterno”, deixei alguns exemplares na livraria Big Book para as vendas. O endereço é Rua dos Tamoios, 72. Bairro Centro. O telefone para contato é (31) 3222-1515. O preço de capa que escolhi para vender meu livro é de R$30,00 (Trinta Reais). Qualquer coisa deixem um comentário aqui.
Quem mora fora de Belo Horizonte não precisa ficar triste, dá para adquirir o livro diretamente comigo. É só mandar um E-mail para: silvaerrado@yahoo.com.br . A forma de pagamento é por depósito bancário. Também no Blog estão disponíveis postagens referentes à obra. É só clicar nos links abaixo:


Essa foto foi tirada na biblioteca do meu serviço. Não na livraria Big Book.

"Coração Paterno" - Resenha Informal



Bom pessoal, o mês tem algumas novidades relativas à “Coração Paterno”. A primeira de todas é a Resenha Informal. Do que vai se tratar essa coluna? Algumas pessoas que estão lendo ou que já leram “Coração Paterno” e não possuem blog para postar uma resenha, fizeram uma resenha escrita na folha para que eu possa postar aqui. A primeira pessoa que resenhou meu livro de maneira informal foi uma amiga do coração. Seu nome é Marlene de Lourdes de Jesus. Na verdade ela foi a primeiríssima pessoa, a saber, da existência de “Coração Paterno”. É ela também que está me dando o maior apoio e torcida para que meu livro alcance um bom lugar no mundo Literário. Chega de falar, deixo vocês com a resenha dela.
Coração Paterno é uma obra nascida do fundo do coração deste autor da nova geração. Um autor simples que não possui intenções de fins lucrativos ou de ficar famoso, mas a vontade grande de compartilhar com as pessoas seu dom de escrever e desenhar. Não cursou nenhuma faculdade, mas exerce seus dons maravilhosamente.
O livro nos mostra que laços sanguíneos não são importantes quando o verdadeiro amor fala mais alto. Uma obra romântica, dramática e de suspense que fala do amor de Kaio e Elis. Narra a adoção da pequena Poliana e aborda toda luta enfrentada por Kaio e Tamires para educar a menina. Mas como tudo na vida acontece, surge Fátima. Mãe biológica de Poliana, uma mulher egoísta que só pensa no dinheiro. No fim, a justiça é feita e uma verdadeira família se forma. Esta é uma obra que nos enriquece, por esse motivo e muitos outros não deixem de ler “Coração Paterno”.
Bom, é isso. Vocês podem ter achado essa resenha suspeita por ter sido feita por uma pessoa próxima a mim, mas o que me importa de verdade é que essa pessoa próxima está me ajudando com o que pode. Sou muito grato a ela de verdade. Se gostaram ou não, comentem. Outras resenhas informais serão feitas e postadas aqui, portanto aguardem.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Coração Paterno


Pessoal, as vendas de Coração Paterno continuam. Já leram a sinopse? (Se não, clique AQUI) Já leram a resenha?(Se não, clique AQUI). Para aqueles que estiverem interessados em adquirir a minha obra, clique AQUI e tenha mais informações. Vamos prestigiar mais um autor nacional que precisa do apoio de vocês leitores. No Blog da Nanda está rolando uma promoção que sorteará a três livros. Coração Paterno está no meio. Interessados cliquem AQUI e vejam detalhes.

Entrevista com autores

A partir desse mês, pretendo fazer algo diferente aqui no Blog. Sempre que possível farei entrevistas com autores de livros nacionais para que todos possam conhecer um pouco mais os talentos brasileiros que temos á disposição. Não vejam as entrevistas como algo formal, quero que vejam elas como um bate papo descontraído.
 Para estrear essa coluna convidei uma grande amiga que me ajudou e continua ajudando muito. Ela é mãe de duas lindas gêmeas, esposa dedicada e mora no Rio de Janeiro. Está cursando a faculdade (se não me engano) e entre suas obras estão “Um Sonho a Mais” (para conhecer a obra clique AQUI) e “Pra Vida Toda” (para conhecer clique AQUI). Se ainda não descobriram de quem estou falando, vou logo dizer. Minha convidada é Nanda Meireles. Sem mais delongas, aí vai a entrevista:
 
01 - Em qual momento da sua vida a Literatura se tornou especial?
Acredito que desde que entrei para o ginásio, quando tive a sorte de ser matriculada em uma escola com uma grande biblioteca. Meu primeiro livro foi “O Pequeno Príncipe” e a partir daí a paixão surgiu.

02 - Qual é o autor que você mais admira? (Não vou perguntar qual é seu favorito porque muitas pessoas possuem mais de um favorito.).
Entre os nacionais, eu gosto muito de Pedro Bandeira, pois passei boa parte da adolescência vidrada em seus livros. Um grande sonho que tenho é poder conhecê-lo pessoalmente. Entre os internacionais, gosto muito da ousadia e versatilidade da Meg Cabot. Mas tenho uma longa lista de autores que admiro se entrar em detalhes terei que ser justa com todos e me estenderei além do aceitável;)

03 - Tem alguma obra literária que lhe tocou de maneira especial? (Não vou perguntar qual é seu livro favorito pelo mesmo motivo anterior.).
A Marca de Uma Lágrima conquistou meu coração de uma forma muito especial, acredito que foi aí que surgiu o desejo de escrever. A escrita direta e envolvente de Pedro que retratou perfeitamente as incertezas e desejos normais de um jovem me influencia até hoje na hora de compor uma nova história.  

04 - Você possui algum gênero literário favorito?
Meu coração abraça com vontade todo tipo de literatura, entretanto não resisto a um bom romance histórico e/ou juvenil. 

05 - Você possui algum hobby além de ler e escrever?
Caramba, agora me pegou... Hobby? Não sei se jogar campo minado ou copas fora entre o ler e o escrever conta, rs. Manter o Blog pode ser considerado um também, não? Acho que é só... 

06 - Tem algum personagem de livro com o qual você se identifica? Se sim, por quê?
Engraçado, eu nunca me identifiquei com nenhum personagem, mas já fiquei encantada com alguns. Só que recentemente terminei um livro chamado ‘Aqueça Meu Coração’ que é fruto de mais de dois anos de um delicioso trabalho e dessa vez usei alguns detalhes da minha experiência pessoal durante a adolescência e acabei me vendo um pouco pelos olhos da personagem principal.  

07 - Muitas pessoas costumam dizer que entre as vantagens de se ler livros estão o enriquecimento do vocabulário e a melhoria na comunicação e na escrita. Eu acredito que a Literatura oferece mais benefícios do que isso. Em sua opinião, quais são os benefícios de se ler um livro?
Ler é um exercício que desenvolve corpo, alma e coração. A pessoa se torna mais perceptiva ao que acontece ao seu redor, olha as coisas por um ângulo diferente. Diria até que algumas aprendem a sonhar e o que é a vida sem os sonhos? Sem as doces fantasias de um futuro, como vamos suportar o árduo presente onde lutamos pelas conquistas? 

08 - Eu acredito que a Literatura não é capaz de modificar o mundo, mas é capaz de modificar as pessoas? Você acha que a Literatura é capaz de transformar o caráter das pessoas, ou promove alguma mudança do tipo?
Mudar o caráter? Não sei. Mas acredito que a literatura molda opiniões, ensina lições e quebranta corações. Acho que somados à certeza de alguns momentos de descontração, essa é uma prática inestimável. 

09 - Quando você decidiu se tornar escritora?
A ideia de escrever surgiu ainda na adolescência, mas só em 2009 decidi tentar pra valer.

10 - Poderia contar como foi a experiência de publicar seu livro? Como você se sentiu com esse feito?
Ah, a sensação de ver seu livro pronto, perfeito em suas mãos é maravilhosa. (você sabe disso, não é Dav? *-*) Mas confesso que para mim nada se compara a sensação de escrever FIM numa nova história. Sou muito crítica com meu próprio trabalho e demoro em considerar uma obra terminada, então quando acontece, vou aos céus de alegria. Meus amigos mais próximos sabem como enlouqueço rs. 

11 - Para escrever você se inspira ou se influencia em algo?
Antes de sequer começar a escrever meu primeiro livro, lembro de ter lido um que queria há muito conhecer, mas o final foi tão decepcionante que fiquei pensando “Caramba, isso lá é final?! Se eu escrevesse um livro faria completamente diferente...” E acredito que isso me animou a escrever. Hoje em dia acontece o oposto, ao conhecer um personagem de característica cativante sinto uma leveza no coração tão boa que sempre acabo me inspirando.

12 - Na hora de fazer a dedicatória alguns autores dedicam o livro diretamente a uma pessoa ou indiretamente a várias. O que te influencia na hora de fazer a dedicatória? Você segue algum critério?
Particularmente, prefiro não me estender demais nas dedicatórias. Costumo sempre agradecer ao Meu Deus maravilhoso que sempre está ao meu lado me presenteando com mais do que eu peço e faço referencias a minha família abençoada e àqueles que de alguma forma tiveram a ver com a criação do livro em questão.

13 - Uma vez eu vi escrito em algum lugar que para seu segundo livro, você tinha outro título em mente, mas o modificou quase no momento da publicação. Não pude deixar de notar que se juntarmos os títulos de suas duas obras, dá para formar a seguinte frase: Um sonho a mais Pra vida toda. Essa ligação entre os títulos para formar a frase, foi algo planejado ou incidental?
Foi completamente acidental! Na verdade desde 2009 o título da continuação de “Um Sonho a Mais” era “Muito Além do Que Sonhei”, entretanto houve um imprevisto. Antes de acontecer a publicação, foi lançado um livro de nome muito similar a esse e particularmente prefiro evitar de antemão qualquer situação, então optei por mudar o título. E só escolhi “Pra Vida Toda” dois dias antes de registrá-lo.  

14 - Você disponibilizou em seu Site material extra dos seus dois livros. O primeiro é um implemento com capítulos extras e o segundo um final alternativo. Os implementos do primeiro, podemos deduzir que foram ideias que vieram após a publicação de “Um Sonho a Mais”. Já no segundo fiquei com a impressão de que esse final alternativo foi algo mais planejado para que o livro tenha dois finais diferentes. A ideia foi essa mesma, ou ambos os materiais foram acontecimentos ocasionais?
Sim, a ideia foi essa mesma. Os capítulos extras foram feitos no intuito de apresentar alguns personagens da história aos possíveis leitores. Foi bem bacana escrevê-los, pois saí da narrativa exclusiva da personagem Fabi e me aventurei a dar voz a personagens masculinos. Já o final alternativo surgiu pelo desejo de fazer algo mais detalhado, mais ousado e como fiquei na dúvida se deveria ou não incluir no livro original, disponibilizei como um final opcional.

15 - A Internet é uma arma vantajosa para os escritores em geral, nela é comum ver parcerias entre blogs e autores. Se algum dia algum autor ou autora lhe convidar para uma possível parceria na criação de uma obra, você aceitaria o convite?
Hum, sinceramente? Não sei. A realidade é que não sou muito sociável, rs. E como nunca antes testei nada do gênero, fica difícil ter uma noção se daria certo ou não. Entretanto tenho muita vontade de escrever uma dramaturgia e procuro uma oportunidade e parceiros para encarar esse projeto. 

16 - Para as próximas obras (sem ser exatamente a próxima) você pretende escrever uma história que segue a linha e enredo das suas obras já publicadas, ou pretende se aventurar em novos gêneros literários?
Eu tenho muitos projetos em andamento. Tenho um romance histórico e um teen sobrenatural já bem avançado, esperando apenas o amadurecimento da ideia para trilhar seu próprio rumo. Tenho alguns romances contemporâneos com temas mais ousados já prontos e espero sempre ter inspiração para inovar.

17 - No mundo da Literatura existem dois tipos de escritores, os independentes e os contratados por editoras comerciais. Felizmente na Literatura os admiradores costumam ser mais moderados ao abordarem até mesmo os escritores mais populares, ao contrário de outros tipos de mídia em que muitos fãs ficam histéricos ao ver pessoalmente alguém famoso. No seu caso, como é o seu contato com os seus leitores?
Acho muito legal esse acesso mais fácil aos autores. Eu ainda me vejo sempre como da banda dos leitores/fãs, rs. A repercussão dos leitores tem sido maravilhosa. A aceitação é incrível, o que me leva a acreditar cada vez mais no meu trabalho, tendo em mente sempre que é preciso melhorar, crescer e me esforçar mais. 

18 - O cinema nacional não é muito valorizado, talvez por isso não tenham tantos filmes baseados em obras literárias nacionais. Em sua opinião, você acha isso um ponto positivo ou negativo?
Acredito que falta mais fé na qualidade da cultura nacional, tanto dos consumidores, quanto dos investidores. Superado isso, vai ser fácil provar ao mundo inteiro que temos mais que paisagens e mulheres bonitas. 

19 - Se algum dia você recebesse a proposta de adaptar seu livro em um filme, como você reagiria? Você ia gostar?
Ficaria maravilhada, que autor não mantém o desejo de ver sua obra na telona? rs

20 - Todos nós que dependemos de divulgação para nossos projetos, sabemos o quanto é trabalhoso o processo. Quanto maior for a abordagem de pessoas, mais a obra será conhecida. Sempre que eu vejo o Domingão do Faustão aos Domingos e ele apresenta a Vitrine do Faustão, eu digo brincando: “É Faustão, um dia eu ainda envio meu livro para você mostra-lo aí.”. Nunca descobri como fazê-lo, mas isso não vem ao caso agora. Se fosse de fácil acesso, você teria coragem de mandar seu livro para a Vitrine do Faustão ou algum outro programa de Televisão para que dê uma forcinha na divulgação da sua obra?
Com certeza! Acredito que divulgação é a alma do sucesso. E quando descobrir como mandar o livro para ele, não se esqueça de me dar o toque! rs 

21 - Você gostaria de deixar algum recado para as pessoas que estão lendo? Pode ser o que você preferir, um conselho, uma mensagem, uma dica, um poema, um sermão, um puxão de orelha, um desabafo, o que você preferir.
Ah, que delícia foi responder a essa entrevista!
Queridos leitores, há alguns anos eu jamais imaginaria que teria três livros publicados, outros tantos já prontos, que estaria me divertindo com a honra de responder a entrevistas, ainda mais dirigidas por outros autores fantásticos como Davidson Silva. Acho que a maior mensagem que posso deixar hoje é essa: nunca desista dos seus sonhos, tenha coragem de dar o primeiro passo, creia em Deus acima de tudo e lute. Que a vitória Nele é certa. 

Gostaria de agradecer de coração por você ter cedido um pouco do seu tempo para me conceder essa entrevista. Espero que seu livro seja muitíssimo bem sucedido e que outras obras de sua autoria possam surgir.
Eu que agradeço Dav. Amei o convite e as perguntas. Muito sucesso para você também! Beijos


 

Gostaram da entrevista? Querem conhecer mais sobre a autora? Clique AQUI e siga o link para o Blog dela. Abaixo deixei algumas curiosidades que não possuem ligação com as obras da Nanda:
“Um Sonho a Mais” também é o nome de uma novela que foi transmitida no ano de 1985 no horário das 19:00 hs pela Rede Globo. O tema de abertura é a música “Whisky a Gogo” do grupo Roupa Nova. “Pra Vida Toda” também é o nome de uma música do Músico Marcelo Lima. Frejat possui uma música de nome parecido, que se chama “Pra Toda Vida”.

Publicação mais recente da autora.
Livro lançado pela autora em 2011.

Na verdade essa é uma versão alternativa e não oficial da capa de "Um Sonho a Mais", mas a coloquei aqui porque a achei muito bonita.


Foo Fighters


Formado em 1995, o Foo Fighters lançou seu primeiro álbum. Álbum esse que na verdade era um projeto solo de Dave Grohl, último baterista do Nirvana. O rapaz que tinha dotes de compositor e uma paixão visceral pela música começou a dar um novo rumo em sua vida após a morte de Kurt Cobain. Nessa postagem deixarei minha opinião sobre o Foo Fighters e alguns pontos de vista.
Conheci o Foo Fighters em 1997 com o clipe de “Everlong” (um dos meus preferidos). Era meio hilário ver as mudanças de papel do vocalista daquela banda e descobrir no final que a “namorada” dele no clipe era o baterista da banda. Mas naquela época eu nem imaginava que aquele cara doido que fazia sua mão crescer foi baterista da banda que viria a ser a minha banda favorita. Apesar de não ter me tornado um fã do Foo Fighters naquela época, continuei a acompanhar a trajetória da banda. Afinal a banda também tem boas músicas.
Eu sempre assistia aos clipes sempre bem humorados que a banda fazia, mas minha gana era mesmo em conhecer as músicas do Nirvana. Consequência disso foi que o primeiro álbum do Foo Fighters que comprei foi o “One by one”. Muitas coisas me influenciaram a efetuar a compra, como saber que o Dave estava tocando bateria junto com o Queens of the Stone age e que naquele mesmo ano seria lançada uma música até então inédita do Nirvana. Foi aí que pensei em dar uma chance para conhecer mais a fundo o trabalho do Foo Fighters. Também naquela época, eu pirava ao ver a guitarra transparente na qual o Dave toca no clipe de “All my life”.
Confesso que a primeira impressão que tive ao escutar o álbum não foi tão excelente assim. Eu esperava que as músicas pudessem me empolgar mais e fiquei com aquela sensação de que o álbum poderia ter ficado melhor. As músicas são boas, mas no fundo eu acreditava que as músicas dos álbuns anteriores poderiam ser melhores. Pessoalmente gostei apenas de quatro das onze músicas de “One by one”. Apesar da primeira impressão ter deixado a desejar, eu continuei a acompanhar o Foo Fighters. Demorou alguns anos para eu comprar outros álbuns, mas quando aconteceu eu matei a vontade. Comprei de cara os dois primeiros.
O primeiro álbum inteiro consegue demonstrar a força de vontade aliada ao talento de Dave Grohl. O fato de ele ter tocado todos os instrumentos na gravação já mostra o quão ele é um bom músico. O resultado final passa muitíssimo longe do amadorismo. A faixa de abertura mostra toda uma vitalidade. Quando o álbum já está na última música “Exhausted”, fica um gostinho de quero mais, uma sensação de que foram escutadas poucas músicas. Já o segundo álbum “The colour and the shape” se inicia com uma balada calma chamada “Doll”, seguido da poderosa “Monkey wrench” (eu adorava ver o clipe dessa música). Outras músicas também marcam o álbum, não apenas a comentadíssima “My hero” (que na época surgiu a especulação de que Dave compôs essa música para Kurt Cobain), como também “Everlong” (já comentada aqui), “Wind up”, “February Stars”, entre outras.
O terceiro álbum, “There is nothing left to lose” possui músicas na minha opinião, mais leves. Confesso que não gosto muito de musicas nessa linha, mas a banda merece um desconto, pois na época de gravação do álbum, me lembro que o quarteto se tornou trio e gravou tudo no porão da casa de Dave Grohl (me lembro muito bem dessa época). Mesmo preferindo os dois primeiros álbuns acho que “There is nothing left to lose” possui boas canções como “Stacked actors”, “Breakout” (lembro não apenas do clipe dessa música como também de tê-la visto no trailer do filme “Eu, eu mesmo e Irene” quando fui ver ao filme dos “X-men” no cinema) e “Generator” (minha preferida desse álbum. O efeito vocal com a técnica usada, da qual não sei o nome, é incrível).
Os álbuns seguintes são “In your honor” e “Echoes, silence, patience and Grace”. Eu poderia falar um pouco sobre eles também, mas não posso porque não os tenho. Eu sempre curti o som do Foo Fighters, mas confesso que não me interessei muito por esses álbuns. Tudo o que posso dizer é que “In your honor” é duplo, com um álbum de gravações de estúdio e outro com gravações acústicas, mas isso todo mundo sabe. As únicas músicas que conheço são “No way back” e “Best of you” (com o clipe mais sério da banda, mas que ainda assim é lindo), justamente as duas que viraram clipe. Apesar de acreditar que “Echoes, silence, patience and Grace” é um álbum forte e pesado, que possui boas músicas, também não me interessei em conhecê-lo (pelo menos até agora). Adoro o clipe de “Pretender” e acho a música muito boa (tanto que as meninas da banda “Cherri bomb” fizeram uma cover da música).
Porém, o motivo de toda essa postagem se deve ao mais atual álbum da banda, “Wasting light”. Quando foi anunciado que o Foo Fighters estava gravando seu novo álbum, pensei: "Será que dessa vez eles irão surpreender com algo?". Pensei isso porque o Foo Fighters é uma banda que sempre traz algo novo, mantendo a mesma essência e linha de qualidade. Com o anuncio de que Butch Vig seria o produtor do álbum eu acreditei quase que imediatamente que seria um grande álbum. Butch Vig já produziu grandes álbuns, como não apenas Nevermind do Nirvana, mas também “Gish” e “Siamese Dream” do Smashing Pumpkings e colaborou ou produziu o álbum “Sing the Sorrow” do AFI, álbuns que na minha opinião são muito bem trabalhados. Sem contar que o cara é o baterista do Garbage.
Em seguida foi anunciado que Krist Novoselic, baixista do Nirvana faria uma participação em uma música. Aí eu quis logo saber como seria esse álbum. Rumores diziam que Krist e Dave não se davam bem graças aos atritos diretos com Courtney Love. A viúva de Kurt Cobain sempre bombardeou com críticas os membros remanescentes do Nirvana e fazia o clima entre os três ser tenso. (Na minha opinião, acho que a Courtney sente é ciúmes ou despeito por não ser tão lembrada quanto Krist e Dave. Ela sobrevive apenas do que aconteceu com Kurt e nunca irá reconhecer que o Foo Fighters tem o sucesso que merece. Acredito que o Foo Fighters se tornou uma banda popular não apenas pelo fato do Dave ter sido o baterista do Nirvana, mas também pelo fato de ele ser bastante talentoso. Isso foi posto á mostra desde a gravação do primeiro álbum do Foo Fighters, mas isso é apenas a minha opinião e deve ficar somente entre a gente aqui no blog. Não quero comprar briga com a Senhora “Cobain”, mesmo porque o Nirvana continua sendo minha banda favorita.).
Outro fato que me deixou curioso em ver como ficaria o álbum foi a notícia de que a gravação estava sendo feita de maneira analógica em fita. Apesar de toda tecnologia atual, a banda optou em gravar dessa forma porque foi assim que os grandes álbuns de rock foram gravados, sem contar que o resultado final é diferente. O único problema desse tipo de gravação é que não se podem cometer muitos erros de gravação nas músicas, caso contrário a gravação tem que ser interrompida para que tudo seja voltado desde o inicio e recomeçado. A qualidade também fica comprometida se forem cometidos muitos erros e a fita for voltada e regravada várias vezes.
Passou-se um tempinho até o álbum ficar pronto. Eu conheci as músicas através de uma apresentação que a banda gravou no Estúdio 606 e acabou vazando no Youtube. De cara gostei das músicas e apesar do clima nostálgico e cheio de aspectos que o fazem ser um álbum memorável, não me interessei em compra-lo. Como atrativo que valorizaria as vendas, Dave Grohl anunciou que as primeiras tiragens do álbum viriam com um pedacinho da fita analógica na qual foram feitas as gravações. Na hora que escutei isso pensei: “Pronto, já vi que não comprarei esse álbum tão cedo. Com esse “mimo” o preço dele será alavancado com certeza.”. Não satisfeita com o lançamento do álbum, a banda lançou também um documentário que contava toda sua trajetória desde os últimos dias de Dave Grohl no Nirvana até os bastidores da gravação de “Wasting light”.
“Back and Forth” foi exibido nos cinemas. As críticas sobre o mesmo foram positivas. Não me lembro exatamente onde li que ao terminar de assistir ao documentário, quem ainda não possui o álbum “Wasting light” sente vontade de ir correndo até a loja para adquirir o seu. A princípio achei isso meio exagerado e não assisti ao documentário no cinema, mas quando o vi confesso que fiquei empolgado. Realmente “Back and Forth” escarafuncha fatos ocorridos desde o fim do Nirvana e conta com depoimentos de todos os membros atuais e que já passaram pelo Foo Fighters. Faz revelações que surpreendem aos fãs tanto de Nirvana quanto de Foo Fighters. Com certeza não deve ter sido fácil para Dave Grohl revisitar tantas lembranças, algumas boas, outras tantas ruins.
Para quem acompanha o Foo Fighters há muito tempo, algumas coisas que são relembradas nos toca a memória também. Como quando o Taylor teve uma overdose. Me lembro que na época do ocorrido muito foi especulado, inclusive que se o pior acontecesse a banda terminaria, fazendo assim o caminho de Dave como músico ser marcado mais uma vez com um acontecimento trágico. No mais, o documentário revela muitas coisas boas. Foi focado principalmente a época dos quatro primeiros álbuns da banda. O único ponto que acho que deixou a desejar foi a falta de destaque para justamente “In your honor” e “Echoes, Silence, Patience and Grace” (justamente os dois que não conheço bem.), mas quanto a isso já imagino até a justificativa que poderá ser dada caso alguém questione algo. Poderiam falar que o documentário ficaria muito estendido caso essas épocas ganhassem maior destaque, pois o documentário tem quase duas horas de duração.
Realmente ao terminar de assistir ao documentário o espectador sente vontade de comprar “Wasting light”. No meu caso eu pensei que se tivesse a oportunidade, compraria o CD original. Eu não queria comprar uma versão pirata porque achava sacanagem desvalorizar todo o trabalho de todos os envolvidos em fazer um álbum tão potente quanto esse. A princípio a aquisição do álbum não era uma das minhas prioridades, mas a oportunidade veio. Encontrei o álbum original com um preço bastante acessível, então não tive dúvida ao querer leva-lo para a casa. Ao escutar a gravação de estúdio (pois já conhecia o álbum inteiro), pude comprovar o peso e poder contido em cada música. Todas são incríveis.
Quando escuto “Wasting light” sinto apenas um ponto negativo que na verdade é uma impressão pessoal. Não quero levantar nenhum boato, mas toda a superprodução, participações e trabalho do álbum faz parecer uma despedida premeditada de uma grande banda. Não sei explicar o porquê, mas sinto como se toda a banda tivesse dado o seu melhor na gravação desse álbum para encerrar as atividades. Mas também eu posso estar enganado, talvez eles tenham dado o seu melhor para satisfazer a si mesmos e aos fãs fieis. Mesmo porque já vi boatos na internet de que a banda anunciou planos para entrar em estúdio para gravar um novo álbum ainda em 2012. Se isso for verdade, acho apenas que eles deveriam aproveitar mais um pouquinho essa época do “Wasting light” que é um excelente álbum que eu com certeza recomendo.
Acho melhor encerrar essa postagem aqui. (Ops, acho que fiquei tão empolgado com “Wasting light” que escrevi demais da conta.). Para encerrar deixo apenas uma pequena observação que é na verdade uma BRINCADEIRA viu gente? (Antes que alguém venha me criticar com algum comentário mal educado ou explicativo, justificando algo). Dave Grohl tá me devendo um pedaço da fita analógica onde gravaram “Wasting light”.


Capa do álbum mais recente da banda.


A trupe toda reunida


Fala sério. Faltou apenas o Kurt nessa foto que lembra bastante o estilão de algumas fotos do Nirvana.